quarta-feira, 16 de maio de 2018


Viajar é preciso...

Enquanto o turismo se tornou uma atividade destacada na economia dos países e na ocupação da sociedade, os serviços prestados são de notória selvageria. Há uma regressão ao capitalismo predatório. Explorando o fato do aumento exponencial de passageiros, as companhias abusam de cobranças de todo tipo, verdadeiras miudezas que reduzem os prazeres de uma viagem, atropelam o conforto e causam surpresas desagradáveis na articulação de trajetos. Criam rigidezes que acabam onerando os custos geralmente já elevados da viagem.  Cobram à parte por assentos, por malas, por parada em escalas, por lugar no avião, por antecedência na compra, etc. Cada empresa estabelece o tamanho da mala permitida, o que pode produzir o fato de um viajante ser barrado no meio da viagem porque sua mala já não atende ao padrão da nova companhia ou do novo trajeto.   As autoridades reguladoras não parece que se importam.                                                                                       


Ao mesmo tempo em que os novos costumes acrescentaram o turismo como uma necessidade, viajar se tornou uma jornada de angústias e horrores.  Mas parece que os prazeres compensam a exploração, senão como explicar esse boom que alimenta as conversas na praia, nas festas e nos salões de beleza? Depois de dois minutos de um bate-papo trivial surge um depoimento sobre a viagem que já se fez ou vai ser feita e a consequente troca de opiniões.
  

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