quinta-feira, 3 de agosto de 2017

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ECONOMIA 

A gente já desconfiava desses frigoríficos, eles se tornaram muito poderosos e afinal estamos no Brasil. Mas agora a gente tem certeza que pode estar comendo merda. Como não podem exportar essa droga, ela fica para o consumo interno. Mas é claro que vão culpar os pobres fiscais que, se destacando de seus coleguinhas corruptos, fizeram a denúncia. E não há nenhuma garantia que os demais frigoríficos estejam bem, apenas pode ser que não apareceram outros fiscais com coragem para fazer denúncias. O fato é que se perdeu o bem mais precioso, a confiança.

No Brasil, os especuladores financeiros fazem a festa. Eles entram à hora que querem, mordem onde querem, chupam nosso sangue na bolsa de valores e na taxa de juros, e quando querem sair do país pressionam a taxa de câmbio para ganhar também na recompra de dólares. Ganham assim duplamente. E nossas autoridades financeiras são cúmplices desse círculo vicioso.
Nos últimos anos venho criticando a política de juros altos e câmbio do Banco Central, que empurra o país para se concentrar na exportação de matérias primas, abdicando de tornar-se uma nação de primeiro mundo. É verdade, reconhecendo que por vezes o Banco teve de correr atrás para tapar buracos da política econômica. Pois agora é um dos pais do Plano Real, Pérsio Arida, (um dos outros pais, não reconhecido oficialmente, é o economista do BNDES meu primo Claudio Abreu) que afirma categoricamente que desconfia da eficácia dos juros altos no combate à inflação. Pois é, por conta desses sucessivos funcionários de bancos emprestados ao serviço público vamos exportando dinheiro para, como dizia o insuspeito – nessa matéria -- Delfin Neto, salvar o lucro dos capitalistas internacionais. Descoberta tardia, mas ainda assim inspiradora.

No Brasil, os especuladores financeiros fazem a festa. Eles entram à hora que querem, mordem onde querem, chupam nosso sangue na bolsa de valores e na taxa de juros, e quando querem sair do país pressionam a taxa de câmbio para ganhar também na recompra de dólares. Ganham assim duplamente. E nossas autoridades financeiras são cúmplices desse círculo vicioso.

Eu não me detive ainda para entender a tal PEC que está sendo votada à força. Mas se vem do Meireles devemos ter todo o temor do mundo. Como sempre, no Brasil nada é o que parece à primeira vista, temos de examinar os gatilhos e as armações. o que está por trás. O princípio geral pode ser bom, limitar o gasto público, mas em quê? Não queremos simplesmente limitar em saúde e educação, mais que não gastar temos talvez é de redistribuir o gasto. Muita atenção nessa hora, o governo atual tem outros tipos de ruindades, ainda não é o nosso governo.

Gente, é duro assistir a uma estratégia econômica que perpetua o destino de país exportador de matérias primas e importador de produtos industrializados, a receita viciada e quase secular. Isso que dá colocar neoliberal para comandar a economia do país.
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GOVERNO

A Terceirização do contrato de trabalho   31\03\17
Está em discussão (sic) e praticamente aprovado um regime trabalhista de terceirização ampla do contrato de trabalho. A resistência sindical faz sentido. A terceirização rompe com alguns postulados importantes da relação de trabalho, como a identidade profissional do empregado com a empresa. Faz parte da ideologia das relações de trabalho que este não poder ser tratado como mercadoria. Para isso os RH foram criados e desenvolvidos nas empresas. Incluem um pacote de serviços e boas práticas, como política salarial, formação, carreira e benefícios sociais.  É bem distinto se você está empregado numa empresa sólida, de imagem prestigiosa, com mística, com nome na praça, que traz orgulho a seus empregados, e outra, terceirizada, criada às pressas para dar conta de um contrato de tempo limitado. Você cria dois gêneros de empregados trabalhando juntos, o autêntico e o bastardo. É o deterioro, o conflito dentro das hostes trabalhistas. Só um governo sem alicerces históricos poderia ter coragem de instituir um regime dessa ordem (sem progresso).
A terceirização já se pratica atualmente, mas apenas para funções secundárias, provisórias ou temporárias da empresa. Agora se está liberando para todas as funções, um escândalo inacreditável, uma vez que isto está sendo feito na marra e sem nenhum beneficio compensatório para os trabalhadores. Podemos afirmar que essa proposta ademais está no bojo de um processo de depreciação e precarização das relações de trabalho. Se assim, quem sabe não deveríamos extinguir de vez o contrato individual e os trabalhadores se reuniriam em seus respectivos sindicatos e o sindicato faria contrato comercial com as empresas, como se pratica em parte nos portos?! Eliminaríamos as relações de trabalho e Marx estaria feliz em seu túmulo, sem mais a exploração do homem pelo homem.

A nossa empresa de correios ECT já foi a melhor empresa estatal do país. Depois vinha com altos e baixos ao ritmo do aparelhamento político. Vez por outra coincidia um bom gestor, na sorte, porque a política pouco se importa com desempenho gerencial. O problema algora eu não sei de onde vem nem o por quê. O fato é que cada despacho de uma carta ou objeto pode tomar 15 minutos, com a papelada que o ou a funcionária tem de preencher na hora. Como os terceirizados foram fechados, as poucas agências estão lotadas e uma simples carta pode tomar mais de uma hora para ser despachada. Não há um ministério da desburocratização? Kafka deve estar se retorcendo de prazer em seu túmulo.

Os governadores do Estado do Rio fizeram uma administração temerária, andaram pagando salário com royalties e usando o dinheiro de arrecadação para coisas que nem sabemos. E quando faltou royalty deixou os servidores a ver navios. Se isso não tem punição, algo está errado no reino da Dinamarca.

Temos muitos problemas no nosso país. Mas as crises são geradas por dirigentes incompetentes, sem muita legitimidade, insensíveis às necessidades da população, cultivando teses macroeconômicas viciosas e pelas elites, que aproveitam as supostas crises para justificar práticas normalmente inaceitáveis contra os interesses da sociedade.
Quando me perguntam se tenho a saída, não sei o que responder. Qualquer suposição que eu possa fazer sofre de falta de referências partidárias e parâmetros institucionais demonstrativos. Então fico restrito a uma posição absolutamente niilista. Quem souber de uma saída tem o dever de apontar.
 

Nossas Opções de Políticas de Governo entre a Cruz e a Caldeirinha
Em troca de manter pífios benefícios para os mais pobres o PT queria que a classe média aceitasse a corrupção sistêmica como instrumento de governo.  A alternativa está sendo suportar um governo de capitalismo selvagem onde proliferam economistas convencionais usando argumentos falaciosos e oportunismo de crises construídas para agir como verdadeiros abutres dos benefícios sociais. Resultado: estamos ferrados de qualquer jeito.
O que chamam de crise o lulopetismo usava para justificar desgoverno e o atual governo usa para justificar a redução de direitos dos trabalhadores. Dois falsos argumentos, os males do Brasil são.
As dificuldades reais são geradas por governos incompetentes e comprometidos com os ganhos do sistema financeiro.  Claro que reformas são sempre necessárias, afinal o mundo gira, mas as explicações não convencem, são mais fidejussórias, justificações de escolhas prévias.  Ouvir coisas como “esperar passar as eleições para praticar as maldades” supostamente necessárias, ofende a nossa inteligência, é uma confissão ideológica. Dificuldades, ou crises, são decorrentes de maus governos e desvios de finalidade. Quando um ministro a serviço dos bancos é nomeado para governar a economia, os juros sobem, o dólar baixa, a classe média vai fazer turismo lá fora e qualquer falta de produto na praça se resolve com mais importações. Então o que falta é uma política que favoreça o investimento nacional, essa é a crise.
Ouvir explicações de autoridades ocasionais de governo dá dor de barriga, é aceitar ofensas a nossa inteligência. Somos diariamente bombardeados por economistas ardilosos a serviço do mal. É a ciranda capitalista se movendo leve, livre e solta.

É o que sempre digo, toda vez que se anuncia uma reforma nesse país é para cortar benefícios dos trabalhadores públicos ou privados. E que dizer dos aposentados? Os dirigentes do país são cretinos, abusam da ignorância de muitos brasileiros, que eles exploram com suas escolas falidas e sua saúde negada. Faltam líderes legítimos, com dignidade, consciência do bem comum e visão de estadista. A gente já está cansado de fazer manifesto e passeata, porque já não acreditamos nisso.

Nem a Justiça se entende. Rigorosamente, o novo ministro da justiça não tem nenhum direito adquirido por ter sido empossado no Ministério Público antes de 88. Ele só teria direito adquirido se tivesse assumido o ministério da justiça antes de 88. O resto é só o jeitinho brasileiro. Não vê o que não quer ver.
Se fosse assim, todos os aposentados que contribuíram com dez salários mínimos teriam seu direito adquirido mesmo depois de FHC ter separado os respectivos aumentos (dos aposentados e do salário mínimo) que Lula ratificou e aproveitou politicamente.
Claro que a Justiça, em suas filigranas e artifícios, pode arguir "expectativa de direito", que só vale para os casos selecionados, para os "amigos".


Cultura barulhenta
Ministério da Cultura lembra o ministério da inteligência da Venezuela nos anos 80. A cultura é multidisciplinar e interinstitucional. O certo era ter um programa nacional de promoção dos valores culturais instituídos ou sugeridos na Constituição.  A cultura se expressa nos valores, crenças, atitudes e comportamentos, não se confunde com suas manifestações específicas.
Desde sua criação esse ministério luta para conseguir algum recurso e sempre aplica mal, como recentemente em que foi aparelhado pelo PT e como vemos na campanha nacional das viúvas do PT, que dançaram rolaram com o dinheiro publico. Somente a provisoriedade do governo de plantão explica ter cedido para o barulho das estrelas bem contempladas pelo orçamento da autarquia.
Tudo bem, voltemos com a Cultura, mas por favor desaparelhando o ministério e revisando fortemente os critérios para a distorcida Lei Rouanet.  

O que entendi do imbróglio
Se é que se pode entender algo na atualidade brasileira. Quando se pensa que chegou a um
resultado, eis que novos dados o levam para outro lado. É a algaravia institucionalizada.
Vejamos se é correta a seguinte versão do diálogo Jucá x Machado: Os dois afirmam em consenso que é preciso estancar a sangria desatada produzida pela lava-jato. Não vai sobrar pedra sobre pedra e a elite política não vai aguentar. Então como fazer? Entendem os dois que com Dilma não dá, não porque ela defenda a lava-jato, ela até nomeou um ministro para o Tribunal Superior e outro para o Ministério com o objetivo explícito de frear a sangria. Mas por falta de capacidade e dimensão política de Dilma para armar e sustentar um acordão político. Além disso ela estaria na mira da lava-jato e qualquer coisa que ela faça vai ser logo notada, ou seja, com ela não daria. Então chegaram ao Temer. Só que aparentemente tudo isso ficou apenas na cabeça dos dois, pelo absurdo da concepção, que incluía o Supremo e o próprio Lula.
Afinal prevaleceu o pedido dos autores que conhecemos, que parece não ter nada a ver com as trapalhadas da dupla. Se pegaram carona no pedido, isso é outra coisa.
E nada disso exclui o fato incontestável de que o país não aguentaria mesmo mais dois anos de Dilma, considerando os fatos econômicos que estão sendo mostrados sem contestação do PT.

Governo “provisório”

Enquanto eu pensava no grande equívoco que atualmente ocorre no país, como parte de minha tese da crise institucional, vejo que o tema foi tratado por um partido de oposição, em reclamação ao Supremo. Realmente o Temer não podia ou não devia fazer tanta mudança como governo provisório. Era até melhor para ele, e o desobrigava de consertar o país em tão pouco tempo, tarefa quase impossível. E funcionava até como pressão para aprovar logo a saída de Dilma. Temer não teria de fazer nada, só levar o governo em banho-maria. Mas isso não seria desastroso para o país, aguentar mais tempo no caos? Então realmente aí está mais um vazio da lei do impeachment, requerendo discussão e revisão. E sujeito a mais improvisos do Supremo.

A Crise Institucional do país:

Está claro que a Lei do Impeachment precisa ser rediscutida. A associação entre uma base técnica e uma interpretação política é uma contradição em si mesma. Se é necessária uma base técnica e uma vez cumprido o requerido, qual o papel que restaria aos políticos? Se eles podem ignorá-la, então não era necessária, era apenas subsídio. Ora, se uma autoridade jurídica os obriga a votar de acordo com a base técnica, então para quê consultar os políticos?  E se eles decidem votar contra a base técnica poderão ser contestados pelo jurídico?
Por isso eu disse em texto anterior que é tudo um faz de conta: os políticos ignoram a base técnica e votam de acordo com seus interesses, fingindo que estão considerando a base técnica, enquanto o jurídico finge que está sendo obedecido.
Outra contradição é a necessidade de passar primeiro pela Câmara para depois passar pelo Senado. Ora, se a Câmara veta tira o direito do Senado de examinar. Se a Câmara aprovar, o veto no Senado soa como reprovação da Câmara, sem chance de reavaliação. Por que não juntar o Congresso para um exame conjunto?
Muita coisa precisa ser revista na institucionalidade do país.

Enquanto eu pensava no grande equívoco que atualmente ocorre no país, como parte de minha tese da crise institucional, vejo que o tema foi tratado por um partido de oposição, em reclamação ao Supremo. Realmente o Temer não podia ou não devia fazer tanta mudança como governo provisório. Era até melhor para ele, e o desobrigava de consertar o país em tão pouco tempo, tarefa quase impossível. E funcionava até como pressão para aprovar logo a saída de Dilma. Temer não teria de fazer nada, só levar o governo em banho-maria. Mas isso não seria desastroso para o país, aguentar mais tempo no caos? Então realmente aí está mais um vazio da lei do impeachment, requerendo discussão e revisão. E sujeito a mais improvisos do Supremo.

A primeira obrigação de um governo é cuidar do bem-estar da população e a geração de renda é um dos principais instrumentos desse objetivo. Governos que falham nessa finalidade deviam ser depostos ou renunciar. Tenho visto chefes de família às lagrimas sem saber como manter sua sobrevivência. Tenho visto um governo provisório aproveitar-se da suposta crise para cortar benefícios e conquistas da sociedade, sem tocar em alternativas que poderiam poupar o sacrifício social. Lamento a falta de verdadeiros líderes políticos com o perfil de estadistas. É grave a situação do nosso país, não apenas pela má economia, mas pela falta de grandeza e virtudes de nossas autoridades.

 O Supremo tem sua chance de corresponder à grandeza que dele se espera e mostrar-se ao país como um verdadeiro marco da pátria, renunciando com alarde a esse acinte contra o povo brasileiro. Está claro que Temer está chantageado, e é obvio que também ele não vai mostrar qualquer atitude superior a suas pernas. Parece que o povo vai ter de voltar às ruas, agora com uma tarefa bem mais difícil de captar numa palavra de ordem.
É o que sempre digo, toda vez que se anuncia uma reforma nesse país é para cortar benefícios dos trabalhadores públicos ou privados. E que dizer dos aposentados? Os dirigentes do país são cretinos, abusam da ignorância de muitos brasileiros, que eles exploram com suas escolas falidas e sua saúde negada. Faltam líderes legítimos, com dignidade, consciência do bem comum e visão de estadista. A gente já está cansado de fazer manifesto e passeata, porque já não acreditamos nisso



SERVIÇOS PÚBLICOS 


A nossa empresa de correios ECT já foi a melhor empresa estatal do país. Depois vinha com altos e baixos ao ritmo do aparelhamento político. Vez por outra coincidia um bom gestor, na sorte, porque a política pouco se importa com desempenho gerencial. O problema algora eu não sei de onde vem nem o por quê. O fato é que cada despacho de uma carta ou objeto pode tomar 15 minutos, com a papelada que o ou a funcionária tem de preencher na hora. Como os terceirizados foram fechados, as poucas agências estão lotadas e uma simples carta pode tomar mais de uma hora para ser despachada. Não há um ministério da desburocratização? Kafka deve estar se retorcendo de prazer em seu túmulo.

Uma das paisagens mais feias e degradantes da Zona Sul da cidade são os carrinhos de mão, às dezenas, arrastando toda tarde pela orla sua tralha de cadeiras de praia e barracas amontoadas, sujas, encardidas, já meio gastas pelo uso, entrecortando o trânsito para um depósito sabe-se onde, para no dia seguinte cedo repetir a rota ao contrário, com o mesmo horroroso efeito visual e trágico sentido laboral. Como pode que as prefeituras sucessivamente não encontram uma saída honesta e inteligente para esse problema diário de nossas praias? São assim tão incompetentes???

Alexim, nossas prefeituras e mesmo nossos governos estaduais e Federal são completamente incompetentes em tudo que diga respeito à prestação de serviços. 
No entanto, fomos bem sucedidos no processo de informatização das Receita Federal e dos sistemas estaduais na cobrança de impostos. A mão que recebe é pródiga, já a mão que deveria oferecer é um desastre.


Agora que o calor está brabo é que vemos a quantidade de ônibus sem ar-condicionado, na esteira da herança maldita do antigo prefeito. Os motoristas dos quentões, os que mais sofrem, às vezes param no meio do trânsito de portas abertas para entrar um arzinho. É de lascar! E onde estará o antigo prefeito?
Ninguém é ex-bispo, ou ex-advogado, ou ex-professor, a pessoa pode não estar em atividade, mas continua advogado, professor, sociólogo. O bispo Crivella está governador, e aplicando inversa a lógica de Groucho Marx, ele tem de acreditar na competência de uma igreja que teve ele como bispo. Por isso não estranha a nomeação de colegas pastores. Não estou me prendendo a juízo de valor.

 Certo. Mas ninguém é ex-Freixo. Dessa forma, se eleito, ele iria nomear quem? Decerto os fundamentalistas naturebas e direitos humanos pelo avesso. Já reparou que só se hasteia a bandeira dos DH quando se trata de bandido? Parece que, para esses doidos, cidadão não é humano.


Muda prefeitura mas persiste a mesma ganância em cima do consumidor (não somos mais cidadãos). A nova secretária estadual da fazenda mal chegou e já estuda como aumentar a arrecadação do IPTU. Alega que os valores da planta estão desatualizados, o que é verdade, mas ignora que se faz um jogo entre valor das alíquotas e das plantas para não chegar a valores astronômicos com um objeto que tem enorme sentido social, a residência. Para a qual a prefeitura mal contribui. Por exemplo, se ela mantiver as alíquotas mas aumentar os valores dos imóveis para preços de mercado (ilusórios e especulativos) o IPTU pode se tornar impagável para a classe média, mais uma vez sacrificada na conjugação político-ideológica do estado brasileiro. Como o recém falecido sociólogo Bauman aponta "é uma catástrofe arrastar a classe média à precariedade", como fez o PT e fazem sucessivamente os governos por aqui.

É patético ver o governo anunciar com cara-de-pau os cortes em benefícios e rendimentos dos funcionários e do público habitante desse planeta particular carioca como se toda essa merda que o estado vive hoje não fosse em maior parte consequência da incompetência desses mesmos governantes. Tinham primeiro de pedir perdão pela má governância e depois renunciar envergonhados.


POLÍTICA

A Tal da Governabilidade
Nosso país, por falta de sólidos princípios compartilhados pela população, convive com falsas concepções morais e argumentos justificativos para a legitimação de crimes, pilantragens e malandragens. Uma delas é a tal governabilidade, que todos os partidos praticam. Significa ignorar vícios e crimes de colarinho branco em nome da suposta necessidade de manter a governabilidade. Acabamos de assistir algo assim: não importam os eventuais crimes de corrupção do Sr Temer porque é preciso seguir adiante com a aprovação das reformas e manter a governabilidade do país. Na verdade se trata de esconder a velha prática dos privilégios de classe, do empreguismo, do patrimonialismo e tantas outras falácias nacionais. Fica difícil evoluir com a democracia e os princípios de igualdade de direitos, faltam bons exemplos de boa prática que pudessem servir de base para os mais jovens e as novas gerações. Como vamos conviver com pelo menos 263 deputados que supostamente nos representam no Congresso para fazer o que fazem? Que merda de país é esse? Como sair dessa armação viciosa? Respostas para a redação...
Políticos


Como conviver com essa choldra de políticos brasileiros, em todos os níveis, federal, estadual, municipal? Como foi possível que a boa gente foi se afastando e deixando o galinheiro para as raposas?


Como sair desse cul-de-sac? Os cientistas políticos não recomendam o voto nulo, mas como nos associar a nomes que ferem absolutamente nossa inteligência cívica?  20\06\14
O ministro quer bater recorde de casuísmo. Mas bastaria lembrar que, em última instância, quem não deve teme menos. Na lógica dele o bandido pode agir fora das regras, mas a defesa da cidadania tem de cumprir todos os rituais e barreiras intencionalmente criadas pelos poderosos para nunca correr riscos de ser apanhados.  20\06\17
De nossos políticos já sabíamos de muitos defeitos, mas apenas suspeitávamos da cara-de-pau. Agora temos certeza.  25\06\17
Os políticos, acuados, mentem descaradamente. Podiam pelo menos não abusar de nossa inteligência. É inconsistente a defesa de Temer apostar na irregularidade da gravação e quando fica provado que a gravação está íntegra, desqualificá-la como prova. Estão girando que nem peru no Natal.  28\06\17

Se é verdade o que dizem os irmãos Batista em seu depoimento e parece que é, o presente Congresso não tem legitimidade para julgar a imputabilidade do presidente Temer. E principalmente o chefe da Câmara dos Deputados, que visita Temer diariamente e só aceitará abrir processo se tiver certeza do resultado. Jogo de cartas marcadas. Inclusive assume a presidência do país por uma viagem dispensável de Temer, que soa como um presente para sua biografia. Rodamos, rodamos e não vemos saída.   17\06\17

Pelas articulações políticas em marcha vamos ver as mesmas caras podridas de sempre se mostrando com promessas desgastadas e fora das expectativas e necessidades. Estamos fritos a menos que a realidade social nos cause uma surpresa. 14\06\17


Falta esclarecer como estão sendo pagos os caríssimos serviços de advogados, verdadeiras bancas de excelências, com dinheiro limpo?    14\06\17


Marcelo O Leão controla a classe média e os assalariados. Certa vez caí na malha fina por causa de 200 reais. Mas não pegam esses caras que transacionam milhões.
Caiuby   Só deveriam permitir defensor público. Roubam e pagam os melhores advogados à custa do nosso dinheiro.
O pior cenário é o desespero da classe política   12\06\17
Por todo lado que olho encontro algum torcedor do Vasco, sobretudo entre as mulheres. Desconfio das estatísticas e da estratégia da Globo. Pelo menos não no abismo de cobertura esportiva de dez transmissões grátis do Flamengo contra três dos demais clubes do Rio. Uma ilegalidade contra os direitos do torcedor e um crime cultural grave. A vida não pode ser administrada pelo ibope.
Comentario: Os políticos corruptos estão desesperados fugindo das punições e este cenário desespera os políticos honestos.


Vamos por partes: não acho que o país dispõe de um homem ou mulher ilustre, com dignidade reconhecida, autoridade moral, vontade política e consciência de estadista para assumir a condução da recuperação política, econômica e cultural que o país necessita. E se houvesse não encontraria espaço político para levar adiante sua tarefa.


 Então não vejo como desastrosa a permanência do Temer nesse curto período, que não permitirá que ele faça mais estrago do que já fez com suas reformas precipitadas, tiradas do bolso do verdadeiro condestável do governo, o homem que vem conduzindo nossa economia independentemente dos governos de turno. Mesmo que caísse Temer, qualquer governo que viesse manteria esse senhor por razões que não vamos explicitar nessa mídia.

 Eu desejava uma decisão honrosa e exemplar do Tribunal como parte da revolução iniciada com a Lava-Jato, na busca de uma nova política, indispensável para a recriação do nosso sofrido país. Como vimos que ainda não estamos prontos, então o mais importante agora é nos preparar para 2018. Para não sermos de novo colocados entre tu e tu mesmo, sem escolhas cabais, que é essa a nossa realidade anos trás anos.

Não tenho uma receita para isso, mas se tivermos claro o que desejamos, certamente encontraremos no caminho, como fala o poeta espanhol universal Antonio Machado, fazendo caminho ao andar. ( a ser continuado).   10\06\17

Vamos por partes: não acho que o país dispõe de um homem ou mulher ilustre, com dignidade reconhecida, autoridade moral, vontade política e consciência de estadista para assumir a condução da recuperação política, econômica e cultural que o país necessita.  E se houvesse não encontraria espaço político para levar adiante sua tarefa.  
Então não vejo como desastrosa a permanência do Temer nesse curto período, que não permitirá que ele faça mais estrago do que já fez com suas reformas precipitadas, tiradas do bolso do verdadeiro condestável do governo, o homem que vem conduzindo nossa economia independentemente dos governos de turno. Mesmo que caísse Temer, qualquer governo que viesse manteria esse senhor por razões que não vamos explicitar nessa mídia.  
Eu desejava uma decisão honrosa e exemplar do Tribunal como parte da revolução iniciada com a Lava-Jato, na busca de uma nova política, indispensável para a recriação do nosso sofrido país. Como vimos que ainda não estamos prontos, então o mais importante agora é nos preparar para 2018. Para não sermos de novo colocados entre tu e tu mesmo, sem escolhas cabais, que é essa a nossa realidade anos trás anos.
Não tenho uma receita para isso, mas se tivermos claro o que desejamos, certamente encontraremos no caminho, como fala o poeta espanhol universal Antonio Machado, fazendo caminho ao andar.  ( a ser continuado).


  
FUTEBOL

Cercar o juiz pode?
Pois é, finalmente um clube que não é do Rio e portanto não tem compromisso com o conformismo dos clubes cariocas Botafogo, Fluminense e Vasco, se revolta contra a óbvia parceria do Flamengo com a Rede Globo. Mais uma vez, principalmente em pênaltis e impedimentos, os jogadores do Flamengo cercam o juiz e dão tempo para uma consulta externa. Em sã consciência, é impossível à vista humana enxergar se o pé do zagueiro tocou na bola entes de tocar no atacante. Nesses casos só o acaso da marcação do juiz. E é aí que entra o esquema rubro-negro que pelo menos assegura que não vai haver erro contra o clube.  É o Santos que afirma que um repórter da Rede soprou pro 4º. Árbitro.  E soprou errado,  pois para mim houve pênalti, tecnicamente, não nas recentes interpretações do juizado brasileiro. O beque chegou com tudo e apenas por milímetro tocou primeiro na bola, mas levou junto as pernas do atacante impedindo-o de seguir a jogada: é pênalti.  Mas isso não importa, o que vale é o esquema aparente montado porque não é a primeira nem a segunda vez. O cerco ao juiz retarda a decisão para que a consulta ocorra. Não adiantam as próprias negativas da empresa envolvida no caso porque está comprometida pela notória parceria comercial que favorece brutalmente o já forte clube carioca.
Concorrência desleal no futebol
Vivemos no mundo ocidental onde o sistema capitalista é triunfante e soberbo. Sabemos que ele é altamente eficiente na produção de riqueza, mas também na concentração de renda e na geração de consequências indesejáveis para a sociedade e para o próprio modelo de negócios. Foi então necessário estabelecer mecanismos de correção, não apenas para evitar a destruição da sua galinha de ovos de ouro, a população, mas também a guerra de extermínio entre os próprios capitalistas, para que os lobos não se devorem entre si e para que não eliminem os cordeiros, que somos nós. Organismos internacionais foram criados, como a OIT e a OMC, para controlar o meio de campo e evitar que os lobos tirem proveito da força para eliminar a concorrência desleal no mundo dos negócios.
Ainda assim vemos que governos inventam jogadas desleais com propósitos equivocados, como a concentração dos subsídios nas grandes empresas selecionadas pelo BNDES, e no caso do futebol a escolha do Flamengo para os investimentos da Rede Globo. Se os amiguinhos não querem enxergar isso, paciência. Se os dirigentes dos demais clubes não podem enxergar isso, que pena e que merda.


E agora, José?  Violência em São Januário foi uma resposta às ameaças da organizada do Flamengo.  Desde jogos anteriores a torcida do rival tem tentado inviabilizar o estádio do Vasco. Da outra vez quebraram tudo no estádio. Graças justamente à segurança não houve um confronto, mas a organizada vascaína estava preparada com paus e ferro e acabou brigando entre si. Continuo achando que as organizadas perderam o rumo e a justificativa. Foram criadas para acompanhar o time onde se apresentasse, para manter presença em situações adversas e estimular a grande torcida (desorganizada?). Perderam o sentido por contaminação da violência endêmica do país. Ficamos assim: organizadas, nem cá nem lá. Pena que a mídia carioca é deformada pelas regras de consumo do marketing publicitário e a justiça desportiva é sectária.
Finalmente o Vasco consegue que o Globo lhe dedique duas páginas e mostre seu escudo, coisa só permitida regularmente ao Flamengo.                                                                                          Mas condenar o estádio é jogar a criança fora com a bacia. Barbárie pode acontecer em qualquer estádio.  Justamente a boa estrutura de São Januário evitou uma invasão do gramado com piores consequências. Mesmo no Maracanã e no Nilton Santos se mata do lado de fora. O Rio de Janeiro, infelizmente, por culpa de seus administradores e políticos, é um açougue.        O que tem de ser atacado e punido, são as torcidas organizadas que pela sua forma de atuar atraem pessoas dispostas à violência e à agressão. Elas são uma praga do futebol. Mas pelos arquivos desse jornal só a torcida organizada do Vasco é que se constitui de vândalos. Melhor seria aproveitar o momento para condenar todas as organizadas. Os clubes precisam promover associados e não “organizados”.
Futebol XXXXX

Meus desejos esportivos de fim de ano são que as autoridades superiores da Rede Globo se apercebam que seu patrocínio distorcivo a um dos clubes cariocas, em prejuízo dos demais, é perverso, comercialmente equivocado no longo prazo, eticamente condenável e ilegal frente à lei de direitos dos torcedores. Ao longo dos anos criou um fosso enorme entre as torcidas desse clube e dos demais. Diariamente pode ser demonstrada a ponta desse iceberg. Os melhores jogadores optam pelo clube parceiro porque sabem que terão sua imagem superexposta (e sabemos que os craques ganham mais de imagem que de salário). Isso traz vantagens no recrutamento de novos craques e economia nos salários contratados. Hoje mesmo um jogador disputado tornou pública sua preferência. As outras vantagens eu tenho exposto ao longo dos últimos anos e seria penoso repeti-las nessa data. Feliz Ano Novo para todos nós!

O Flamengo, ópio do povo nos tempos atuais, é um monstro de duas cabeças: uma, a torcida, tomou proporções monumentais graças à dedicação da Grande Rede, um crescimento desnecessário e perigoso;  a outra, o timinho, que luta e se mata em campo para corresponder à expectativa da grande massa, sem êxito, apesar das incríveis ajudas de arbitragem e agora da CBF.

A sacanagem continua: no jornal de hoje uma página externa inteira dedicada ao parceiro e a de dentro dividida entre os menos válidos segundo critérios supostamente de público, o Botafogo é o último, mesmo com o Vasco na secundona. O Fla x Flu da patrocinadora (o Flu bem menor) e o Vasco mais pro lado dos fundos, junto com Botafogo, sempre o último. Então já não é o critério de público, é parceria mesmo. E finalmente um repórter descuidado confessa que os times da Casa não foram rebaixados por conta do Tapetão contra a Portuguesa. Um escândalo tão gritante que jogou a Lusa pros infernos. Então fica posto: Graças ao tapetão o Flamengo (e o Fluminense) não caiu. É isso, o resto é o que todos sabemos: vai chegar o dia em que o Flamengo não vai ter com quem jogar, por aqui. Vai ser impossível jogar contra ele. Nenhum árbitro (sic) vai estar isento (domingo o juizinho marcou um pênalti que não existiu, para resolver logo a partida, mas o atacante desperdiçou e olha que o time da Casa nem precisava disso, o adversário era apenas o Figueira). Ver recortes anexos.

O Flamengo, ópio do povo nos tempos atuais, é um monstro de duas cabeças: uma, a torcida, tomou proporções monumentais graças à dedicação da Grande Rede, um crescimento desnecessário e perigoso;  a outra, o timinho, que luta e se mata em campo para corresponder à expectativa da grande massa, sem êxito, apesar das incríveis ajudas de arbitragem e agora da CBF.

No jornal Globo o Flamengo não perde, "bate no travessão". Se já tem a maior (não necessariamente a melhor) torcida e recebe toda essa promoção do jornal (e da Rede), a diferença com as demais torcidas só tende a aumentar. E isso se reflete nas verbas de patrocínio, na melhoria dos clubes, no desenvolvimento do futebol carioca, na disposição e valorização dos respectivos atletas e na visão dos juízes, claro.  22\01\16

Vinicius Jr joga no sub 20 do Flamengo que disputa a Copinha São Paulo com mais 500 clubes de todo o país. Fez um gol no fim do último jogo e o Flamengo ganhou (não sei de quem, não importa). Vinicius Jr tem uma foto de página inteira no Globo de hoje, maior que a melhor foto que algum jogador de Fluminense ou Botafogo tenha tido na vida profissional. Isso é jornalismo ou parceria comercial???
Tomei um susto. Liguei para ver o jogo do Vasco no Torneio da Florida e quem estava escalado? Éder Luiz. Impossível, pensei, nenhum técnico seria tão louco. É. E tem a diretoria do Clube, pior ainda. O timeco do Vasco vai ficar o ano todo arranhando o rebaixamento. Nós torcedores devemos nos preparar. Uma família mesquinha e incompetente tomou conta do clube e não sei quando se poderá livrar-nos desse mal. Para ganhar do Barcelona de Guayaquil hoje precisou que o time equatoriano substituísse dez titulares.

É revoltante para um leitor do O Globo que não seja torcedor do Flamengo ter de aguentar manchetes diárias, há trinta anos, ocupando 80% da página de esportes e sem qualquer escrúpulo do jornal colocar clubes como Botafogo, Fluminense e Vasco numa tirinha vertical no canto da página. Será essa a diferença esportiva entre esses clubes, ou é a vergonhosa sociedade comercial do jornal com o clube da Gávea? Mas afinal a página é de jornalismo ou marketing??? Devia trazer uma advertência informando tratar-se de matéria comercial, e descontar de minha assinatura. Até quando os outros clubes vão ficar calados????

O amigo pode perguntar, por que continuo assinando?! Me antecipo explicando que minha mulher gosta do Segundo Caderno e eu tenho o hábito do papel impresso, e finalmente não há outro jornal no Rio.


Rodrigo Machado


Isso é uma sacanagem grossa e uma covardia, além do crime contra a lei de direitos dos respectivos torcedores. Um dia a casa vai ter de cair.

Mauricio Alex Nunes
quando o Corinthians está envolvido, sem se dar conta dela mesma quando é o Flamengo que está em jogo. Não imagina como devem sentir-se os amigos que não são torcedores do time da Rede. Aliás, time não, atração da Rede.



Rodrigo Machado Boa, João C. Alexim Acabei de cancelar minha assinatura, dentre outras razões, por seus comentários lúcidos sobre o jornaleco.

João C. Alexim Imagine, Conca, argentino, bom jogador, cansado de luta, ex-Vasco e ex-Fluminense, foi pra China ganhar dinheiro, volta ao Brasil bichado, nem vai jogar já, nem se sabe quando, e já teve três páginas inteiras de O Globo! (claro, ele não tem culpa disso).

Meus desejos esportivos de fim de ano são que as autoridades superiores da Rede Globo se apercebam que seu patrocínio distorcivo a um dos clubes cariocas, em prejuízo dos demais, é perverso, comercialmente equivocado no longo prazo, eticamente condenável e ilegal frente à lei de direitos dos torcedores. Ao longo dos anos criou um fosso enorme entre as torcidas desse clube e dos demais. Diariamente pode ser demonstrada a ponta desse iceberg. Os melhores jogadores optam pelo clube parceiro porque sabem que terão sua imagem superexposta (e sabemos que os craques ganham mais de imagem que de salário). Isso traz vantagens no recrutamento de novos craques e economia nos salários contratados. Hoje mesmo um jogador disputado tornou pública sua preferência. As outras vantagens eu tenho exposto ao longo dos últimos anos e seria penoso repeti-las nessa data. Feliz Ano Novo para todos nós!

O Botafogo tem sido subestimado pela mídia como clube e time. Seu presidente acaba de descobrir que precisa reativar rivalidades esportivas como fez Eurico Miranda com o VascoxFlamengo, roubando a preferência da Grande Rede pelo FlaxFlu. Acho que todos os quatro grandes merecem destaque em rivalidades esportivas, esse é o sentido do esporte de multidões, não a pregação do vale-tudo de certo time da Casa.


O Esporte da Grande Rede trata Botafogo, Fluminense e Vasco como clubes subalternos, se a gente analisa a cobertura que dão a esses clubes em comparação com o que dão ao clube da Casa.
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Marcelo Cavalcante Cavalcante Dificíl. Mesmo que o mengo caia para a terceirona, vão dar destaque ao empate (dra-má-ti-co!) que ele arrancou contra o Íbis, com mando de campo e o juiz roubando descaradamente.
Mauricio Alex Nunes João Saldanha falava sempre que jornalista esportivo joga contra o emprego deles mesmos, pra ficar falando só de um time não precisa de tanta gente.


O Flamengo, ópio do povo nos tempos atuais, é um monstro de duas cabeças: uma, a torcida, tomou proporções monumentais graças à dedicação da Grande Rede, um crescimento desnecessário e perigoso; a outra, o timinho, que luta e se mata em campo para corresponder à expectativa da grande massa, sem êxito, apesar das incríveis ajudas de arbitragem e agora da CBF.

Roubo previsível, gol em absurdo impedimento. Juiz invertendo faltas.Flamengo só faz gol de bola parada, então o juizinho toca a marcar faltinhas na entrada da área. Tudo previsível, para ganhar do Flamengo tem de ganhar do juiz, dos bandeirinhas e da CBF!!!!
 que mais me indigna é que diante de tantas evidências os dirigentes dos demais clubes não se revoltam. Caberia a eles defender seus respectivos clubes, mas parece que são cegos ou pouco inteligentes.


Você percebeu bem a diferença, claro que a manchete era do Botafogo, mas na Grande Rede é o Flamengo que perde ou ganha, não tem pra mais ninguém, o que é um crime contra o direito do torcedor (torcida do Flamengo tem transmissão de graça). Aos poucos, André, tudo que tenho dito vai se mostrando na prática. Você viu o dirigente da CBF dando o recado para o distraído árbitro no Fla x Flu. O que temos de aguentar nesse país!


O problema não é usar ou não recursos extra-campo para determinar os lances do futebol, é usar o mesmo critério para os dois lados. Fora isso, sou a favor de introduzir a revisão digital, como no vólei. O que estranho é que desde 1980 todas as decisões polêmicas foram resolvidas a favor do time da Grande Rede.


Eu acho que finalmente se está gerando um consenso de que essa parceria escrota, prejudicial ao esporte, não pode continuar. Ficou escancarado que o juiz ficou esperando uma nota de redação para ajudar o Flamengo. Toda semana há gols como o de ontem, quem pode em sã consciência, a olho nu, afirmar que houve impedimento, uma questão de milímetros e um monte de jogadores juntos, em alta velocidade. Mas o Flamengo pode, tem uma redação de plantão. Como aquela descoberta que havia um jogador da Portuguesa mal escalado. É hora de pôr fim a essa vergonha.
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Marcio, você é inteligente. culto e qualificado. O futebol só tem graça com zoação, tudo bem. Mas há coisas que são antidesportivas, totalitárias e desonestas. Essas não creio que se prestem a gozação, sobretudo de pessoas como você.
Uau
Botafogo estava agora à noite na Rede contra o Inter, mas, incrível, o tratamento televisivo não era o mesmo, não é mostrado como uma atração, é quase como que cumprindo obrigação.


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A Grande Rede proporcionou mais um grande show do Flamengo, às 5 da tarde, foi no Pacaembu, em São Paulo, um território comercialmente muito importante. E na cadeia produtiva da Casa, entre o Faustão e a Fantástico, pão e circo de volta ao povo. O Flamengo contra o ´´ultimo colocado, um massacre previsível, considerando o espetáculo montado, a pressão insuportável ao inimigo, comparativamente aos escravos romanos. Para finalizar o espetáculo uma expulsão, totalmente desnecessária, mas para não perder nenhuma das atrações de sempre. É isso, pão e circo no horário nobre de domingo.

Como o ser humano é relativo, talvez felizmente. Uma amiga carioca, jornalista esportiva de fôlego, reclamava do tratamento preocupantemente destorcido que seus coleguinhas paulistas dão 


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Desculpem insistir, mas é um absurdo. Jornalismo não é, a Rede dá tratamento de show aos jogos do Flamengo, com chamadas durante a programação. Lembram quando o Faustão tinha uma caravana que enchia as praças do Nordeste e Centro-Oeste? Pois é, qualquer promoção da Globo enche as praças e por que não os estádios? Seja Flamengo ou Você Decide!
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A manchete do O Globo não podia ser outra, uma indecência com o futebol carioca, a vitória do Fluminense foi muito mais marcante, contra o Corinthians, no campo do adversário, num jogo emocionante, no último minuto, mas olha a diferença de destaque na primeira página em super-colorido. Assim foi construída a serpente.
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Amei
Sutilezas de redação:Fla Se Impõe No Chile (seria uma vitória internacional, se omite o adversário, que não chega nem a Cobreloa). O Fluminense Acabou! (Não destaca que teve dois pênaltis ignorados pelo juizinho, claro, o adversário era o Corinthians, o time paulista da Casa). O Vasco, Não Deu (Nem diz que o gol do Santos teve no mesmo lance uma falta e um impedimento). Sutilezas...


A sacanagem continua: no jornal de hoje uma página externa inteira dedicada ao parceiro e a de dentro dividida entre os menos válidos segundo critérios supostamente de público, o Botafogo é o último, mesmo com o Vasco na secundona. O Fla x Flu da patrocinadora (o Flu bem menor) e o Vasco mais pro lado dos fundos, junto com Botafogo, sempre o último. Então já não é o critério de público, é parceria mesmo. E finalmente um repórter descuidado confessa que os times da Casa não foram rebaixados por conta do Tapetão contra a Portuguesa. Um escândalo tão gritante que jogou a Lusa pros infernos. Então fica posto: Graças ao tapetão o Flamengo (e o Fluminense) não caiu. É isso, o resto é o que todos sabemos: vai chegar o dia em que o Flamengo não vai ter com quem jogar, por aqui. Vai ser impossível jogar contra ele. Nenhum árbitro (sic) vai estar isento (domingo o juizinho marcou um pênalti que não existiu, para resolver logo a partida, mas o atacante desperdiçou e olha que o time da Casa nem precisava disso, o adversário era apenas o Figueira). Ver recortes anexos.

Sobre a TV Globo   (esporte \ futebol)
Ontem um amigo me perguntou por que sou contra a Globo e eu me preocupei. Preciso esclarecer. Não sou "contra" a Globo, a mais carioca das redes de televisão, a que dá mais emprego a belezocas (o que estariam fazendo sem a Globo?) e aos talentos audiovisuais. Critico apenas a visão imediatista do seu departamento esportivo, que faz parceria cega com o Flamengo e permite a esse clube, mesmo sem time, fazer show no maraca ou onde se apresentar no país, empurrando, por contraste, os demais para o buraco. Sim, porque a Globo tem poder de mídia para "fazer o show" de qualquer coisa, até do atual time do Flamengo, pode fazer essa mágica de criar um astro ou promover um clube, e escolheu o Flamengo. Eu gostaria que ela fosse mais equilibrada com todos os clubes cariocas. Alguns amigos, ingênuos, explicam que transmite o Flamengo porque as datas e horários coincidem com os da Globo, quando é o inverso. Outros justificam pela grande maioria de torcedores. Sim, mas essa maioria foi construída desde alguns anos já com ajuda da própria Globo. É isso, eu também quero a Globo, para o Vasco, o Botafogo....
Meus desejos esportivos de fim de ano são que as autoridades superiores da Rede Globo se apercebam que seu patrocínio a um dos clubes cariocas, em prejuízo dos demais, é perverso, comercialmente equivocado no longo prazo, eticamente condenável e ilegal frente à lei de direitos dos torcedores. Ao longo dos anos criou um fosso enorme entre as torcidas desse clube e dos demais. Diariamente pode ser demonstrada a ponta desse iceberg. Os melhores jogadores optam pelo clube parceiro porque sabem que terão sua imagem superexposta (e sabemos que os craques ganham mais de imagem que de salário). Isso traz vantagens no recrutamento de novos craques e economia nos salários contratados. Hoje mesmo um jogador disputado tornou pública sua preferência. As outras vantagens eu tenho exposto ao longo dos últimos anos e seria penoso repeti-las nessa data. Feliz Ano Novo para todos nós!
O Botafogo tem sido subestimado pela mídia como clube e time. Seu presidente acaba de descobrir que precisa reativar rivalidades esportivas como fez Eurico Miranda com o Vasco x Flamengo, roubando a preferência da Grande Rede pelo Fla x Flu. Acho que todos os quatro grandes merecem destaque em rivalidades esportivas, esse é o sentido do esporte de multidões, não a pregação do vale-tudo de certo time da Casa.


Nada justifica a violência, todo mundo sabe disso.  Mas um conjunto de fatores pode ajudar a explicar os acontecimentos em São Januário: torcidas patrocinadas no futebol, por sua natureza mesma, são coletivos apropriados para pessoas mal formadas e oportunistas exercitar seus instintos mais selvagens; dirigentes mal sucedidos insistem em permanecer em seus postos numa atitude patrimonialista que se repete nos clubes e na política brasileira, gerando mal estar e revolta na população e nas torcidas reais; o clima de violência generalizada da cidade contribui para o estresse emocional de todo mundo; juízes despreparados ou autossuficientes multiplicam pequenas faltas e marcam um dos times distribuindo cartões amarelos para mostrar seu poder, mas o que mostram é arrogância e o que provocam é a irritação do time e de todos.
No caso específico, o time do Vasco, que teoricamente seria o alvo da insatisfação da sua torcida, o time pôde sair de campo com tranquilidade. O que explica que o time do Flamengo tenha permanecido no gramado, esquecido da rivalidade visceral dos dois lados? Isso pode ter sido entendido como provocação? Foi provocação ou ingenuidade? O estádio é bonito e seguro, talvez a única coisa boa que a tal administração terá feito. Ele não tem nada a ver com o acontecido, poderia ser em qualquer estádio. Por que não processam e interditam o Eurico, por ilação?      
O estádio em si mesmo é neutro, depende das medidas práticas de segurança, como qualquer lugar na cidade. Se a violência justifica interditar o estádio vamos ter de interditar o próprio Rio de Janeiro!!!                                                                                                                                   Repito que não estou justificando nada, tem mais é que acabar com torcidas patrocinadas.


O time do Flamengo é superior ao time do Vasco.  O Flamengo jogou melhor d que o Vasco e o placar é justo, tudo bem. Mas como eu tenho repetido a grande diferença é que o time do Flamengo joga confortável em campo sem se preocupar com o juiz, mesmo cercando o juiz e simulando reclamações. As faltas que o juiz marca contra o Flamengo são no meio de campo. Antes de 30 minutos o juiz já terá amarelado um defensor adversário. E o defensor do Flamengo pode levantar as mãos e interromper o curso da bola dentro da área que o juizinho não enxerga, como aconteceu.  Ou seja, a superioridade do time do parceiro global é reforçada pela ação do juiz.
Não justifico o vandalismo de parte de torcedores vascaínos e aqueles caras não representam a grande torcida do Vasco, ignorada pela mídia, que também não faz estardalhaço com os erros do juiz contra adversários do Flamengo. Se esse circo se repete, como não irritar o próprio time do Vasco que já sabe o que o espera, como aponta Nenê. Se a mim me irrita, que diremos dos que pagam para ir aos estádios.  Essa estória está batida, mas nem por isso é menos real.  


Os problemas sucessivos que só atingem o Vasco parecem preconceito desportivo-racial. Interditar o estádio de São Januário é um acinte à inteligência, nenhum estádio do Brasil tem um plano apresentado 30 dias antes do campeonato, não estaríamos falando de Brasil, mas talvez da Suíça. O Vasco é punido por ter estádio, deve ser isso. O Rio de Janeiro não oferece segurança para os moradores, deviam fechar o Rio de Janeiro.
Certamente, deve haver no Ministério Público e na Justiça Desportiva torcedores fanáticos de outros clubes, porque infelizmente a paixão daninha, não a amorosa, grassa num país dividido na política e na civilidade. Em vez de interditar deviam estabelecer as condições para funcionar, e estender isso a todos os estádios do país, com transparência. Como a Grande Rede criou 60% de torcedores do mesmo clube, a possibilidade de ter rubro-negros em órgãos decisivos da cidade é muito grande. E foi um rubro-negro, de dentro de uma prisão, que proclamou a guerra entre as organizadas para o estádio e o jogo. A guerra não aconteceu justamente porque a segurança não permitiu. Foi a organizada do Flamengo que, no jogo passado entre os dois clubes, quebrou toda a parte do estádio que lhe fora destinada.
 Amos parar com o fanatismo e criar um pouco de solidariedade desportiva, os outros clubes do Rio deviam se solidarizar com o Vasco em vez de apoiar a perseguição. Se o problema é Eurico, por que não ajudam o Vasco pedindo a interdição dele?
Lembro que até hoje a famosa mídia exibe o incidente do jogo do Vasco em Santa Catarina, que foi mais grave que o atual, onde a torcida visitante, do Vasco, foi encurralada e teve de se defender. Mas não interditaram o estádio!  E ainda puniram as vítimas, a torcida local do Vasco, onde havia até famílias. Se isso não é discriminação......


Só para registro, que já cansei de protestar: a página esportiva do Globo de hoje é a prova definitiva que abdicaram mesmo do jornalismo para fazer marketing esportivo.  Mais uma vez uma foto colorida de meia página com o novo contratado do clube da Casa, que nem mostrou serviço ainda, com um escudo de tamanho de um elefante em destaque. Quando sai uma foto de outros clubes cariocas é em tamanho pequeno, descolorido e quase nunca se vê um escudo, geralmente é o goleiro ou o técnico, que não têm camisa do clube.  Sinto revolta, mas a maior culpa é dos dirigentes (sic) dos outros clubes que consentem nisso. Devem ter as pregas presas com a empresa, os tais adiantamentos que a Globo faz a eles como os fazendeiros faziam com os escravos, para obrigá-los a fazer parte do jogo de dominação. Depois os amigos, boa gente mas inocentes, acham que  a torcida multitudinária do Flamengo foi construída pelo próprio clube.
















sábado, 8 de abril de 2017

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É tudo verdade
Outro dia fui ao Cassino Atlântico, em Copacabana, tratar de assunto particular e na saída vi paradinho à minha frente um exemplar do 474, a tristemente famosa linha de ônibus que liga a Zona Sul a Jacaré no Subúrbio. Não sei explicar, mas me baixou um espírito antropológico que estava oculto em mim desde o tempo em que era professor na FNFi. Decidi fazer uma “observação participante”. O carro era novinho, saído de fábrica e com ar-condicionado, o que não é comum ainda hoje na cidade. Creio que isso também me animou. Embarquei direto pensando em seguir pelo menos até o fim de Copacabana. Vi o motorista sair logo muito apressado, mas não dei importância, até gostei. Mas não durou um minuto e descobri a razão: era para fugir de um bando de pivetes descamisados. Mas na pressa um pivete, pelo menos, conseguiu entrar pela porta de trás e se sentiu isolado. Aos gritos e ameaças queria obrigar o motorista a abrir a porta. Como este não parecia querer obedecer, as ameaças aumentaram e ele corria dentro do ônibus para frente e voltava a ver se a porta se abria, parecia um animal enjaulado. Tornou-se violento e todos no ônibus sentiram a ameaça, uns gritavam apara o motorista abrir a porta e outros gritavam para não abrir porque certamente o bando estaria seguindo o carro e entraria. Eu já me arrependia do preito antropológico e pensava como poderia sair dali também. Isso durou eternos cinco minutos. O trânsito lento não ajudava o motorista a se afastar do local. E os cerca de quinze passageiros no contato imediato com o pivete, imaginando que logo este a qualquer momento passaria a ameaçar-nos para convencer o motorista. As ameaças aos berros e gestos largos soavam como tiros de pistola: abre essa porta seu puto...eu vou aí te dar porrada, vou passar dessa catraca e acabar com você. Vou destruir tudo, seu merda. Para logo. Finalmente, sentindo que o bando ficara para trás o motorista abriu rapidamente a porta e o animal desceu como uma pantera em fuga. Mas não se afastou, ao contrário, pegou um coco solto na rua e partiu em direção ao carro batendo fortemente com ele na porta dianteira, que teve o vidro quebrado e a lata ameaçada.                                     .          Uma senhora de meia idade que estava ao meu lado, já veterana dessa aventura, me explicou: eles ficam esperando até o finalzinho da partida do ônibus para ver se sobe um policial e só então decidem entrar.



Sobre a TV Globo
Ontem um amigo me perguntou por que sou contra a Globo e eu me preocupei. Preciso esclarecer. Não sou "contra" a Globo, a mais carioca das redes de televisão, a que dá mais emprego a belezocas (o que estariam fazendo sem a Globo?) e aos talentos audiovisuais. Critico apenas a visão imediatista do seu departamento esportivo, que faz parceria cega com o Flamengo e permite a esse clube, mesmo sem time, fazer show no maraca ou onde se apresentar no país, empurrando, por contraste, os demais para o buraco. Sim, porque a Globo tem poder de mídia para "fazer o show" de qualquer coisa, até do atual time do Flamengo, pode fazer essa mágica de criar um astro ou promover um clube, e escolheu o Flamengo. Eu gostaria que ela fosse mais equilibrada com todos os clubes cariocas. Alguns amigos, ingênuos, explicam que transmite o Flamengo porque as datas e horários coincidem com os da Globo, quando é o inverso. Outros justificam pela grande maioria de torcedores. Sim, mas essa maioria foi construída desde alguns anos já com ajuda da própria Globo. É isso, eu também quero a Globo, para o Vasco, o Botafogo....
Meus desejos esportivos de fim de ano são que as autoridades superiores da Rede Globo se apercebam que seu patrocínio a um dos clubes cariocas, em prejuízo dos demais, é perverso, comercialmente equivocado no longo prazo, eticamente condenável e ilegal frente à lei de direitos dos torcedores. Ao longo dos anos criou um fosso enorme entre as torcidas desse clube e dos demais. Diariamente pode ser demonstrada a ponta desse iceberg. Os melhores jogadores optam pelo clube parceiro porque sabem que terão sua imagem superexposta (e sabemos que os craques ganham mais de imagem que de salário). Isso traz vantagens no recrutamento de novos craques e economia nos salários contratados. Hoje mesmo um jogador disputado tornou pública sua preferência. As outras vantagens eu tenho exposto ao longo dos últimos anos e seria penoso repeti-las nessa data. Feliz Ano Novo para todos nós!
O Botafogo tem sido subestimado pela mídia como clube e time. Seu presidente acaba de descobrir que precisa reativar rivalidades esportivas como fez Eurico Miranda com o Vasco x Flamengo, roubando a preferência da Grande Rede pelo Fla x Flu. Acho que todos os quatro grandes merecem destaque em rivalidades esportivas, esse é o sentido do esporte de multidões, não a pregação do vale-tudo de certo time da Casa.


Especulação financeira

No Brasil, os especuladores financeiros fazem a festa. Eles entram à hora que querem, mordem onde querem, chupam nosso sangue na bolsa de valores e na taxa de juros, e quando querem sair do país pressionam a taxa de câmbio para ganhar também na recompra de dólares. Ganham assim duplamente. E nossas autoridades financeiras são cúmplices desse círculo vicioso.
Nos últimos anos venho criticando a política de juros altos e câmbio do Banco Central, que empurra o país para se concentrar na exportação de matérias primas, abdicando de tornar-se uma nação de primeiro mundo. É verdade, reconhecendo que por vezes o Banco teve de correr atrás para tapar buracos da política econômica. Pois agora é um dos pais do Plano Real, Pérsio Arida, (um dos outros pais, não reconhecido oficialmente, é o economista do BNDES meu primo Claudio Abreu) que afirma categoricamente que desconfia da eficácia dos juros altos no combate à inflação. Pois é, por conta desses sucessivos funcionários de bancos emprestados ao serviço público vamos exportando dinheiro para, como dizia o insuspeito – nessa matéria -- Delfin Neto, salvar o lucro dos capitalistas internacionais. Descoberta tardia, mas ainda assim inspiradora.
No Brasil, os especuladores financeiros fazem a festa. Eles entram à hora que querem, mordem onde querem, chupam nosso sangue na bolsa de valores e na taxa de juros, e quando querem sair do país pressionam a taxa de câmbio para ganhar também na recompra de dólares. Ganham assim duplamente. E nossas autoridades financeiras são cúmplices desse círculo vicioso.

Nossas Opções de Políticas de Governo entre a Cruz e a Caldeirinha
Em troca de manter pífios benefícios para os mais pobres o PT queria que a classe média aceitasse a corrupção sistêmica como instrumento de governo.  A alternativa está sendo suportar um governo de capitalismo selvagem onde proliferam economistas convencionais usando argumentos falaciosos e oportunismo de crises construídas para agir como verdadeiros abutres dos benefícios sociais. Resultado: estamos ferrados de qualquer jeito. O que chamam de crise o lulopetismo usava para justificar desgoverno e o atual governo usa para justificar a redução de direitos dos trabalhadores. Dois falsos argumentos, os males do Brasil são. As dificuldades reais são geradas por governos incompetentes e comprometidos com os ganhos do sistema financeiro.  Claro que reformas são sempre necessárias, afinal o mundo gira, mas as explicações não convencem, são mais fidejussórias, justificações de escolhas prévias.  Ouvir coisas como “esperar passar as eleições para praticar as maldades” supostamente necessárias, ofende a nossa inteligência, é uma confissão ideológica. Dificuldades, ou crises, são decorrentes de maus governos e desvios de finalidade. Quando um ministro a serviço dos bancos é nomeado para governar a economia, os juros sobem, o dólar baixa, a classe média vai fazer turismo lá fora e qualquer falta de produto na praça se resolve com mais importações. Então o que falta é uma política que favoreça o investimento nacional, essa é a crise.                                                                                                                
Ouvir explicações de autoridades ocasionais de governo dá dor de barriga, é aceitar ofensas a nossa inteligência. Somos diariamente bombardeados por economistas ardilosos a serviço do mal. É a ciranda capitalista se movendo leve, livre e solta.

A Terceirização do contrato de trabalho   31\03\17

Está em discussão (sic) e praticamente aprovado um regime trabalhista de terceirização ampla do contrato de trabalho. A resistência sindical faz sentido. A terceirização rompe com alguns postulados importantes da relação de trabalho, como a identidade profissional do empregado com a empresa. Faz parte da ideologia das relações de trabalho que este não poder ser tratado como mercadoria. Para isso os RH foram criados e desenvolvidos nas empresas. Incluem um pacote de serviços e boas práticas, como política salarial, formação, carreira e benefícios sociais.  É bem distinto se você está empregado numa empresa sólida, de imagem prestigiosa, com mística, com nome na praça, que traz orgulho a seus empregados, e outra, terceirizada, criada às pressas para dar conta de um contrato de tempo limitado. Você cria dois gêneros de empregados trabalhando juntos, o autêntico e o bastardo. É o deterioro, o conflito dentro das hostes trabalhistas. Só um governo sem alicerces históricos poderia ter coragem de instituir um regime dessa ordem (sem progresso).
A terceirização já se pratica atualmente, mas apenas para funções secundárias, provisórias ou temporárias da empresa. Agora se está liberando para todas as funções, um escândalo inacreditável, uma vez que isto está sendo feito na marra e sem nenhum beneficio compensatório para os trabalhadores. Podemos afirmar que essa proposta ademais está no bojo de um processo de depreciação e precarização das relações de trabalho. Se assim, quem sabe não deveríamos extinguir de vez o contrato individual e os trabalhadores se reuniriam em seus respectivos sindicatos e o sindicato faria contrato comercial com as empresas, como se pratica em parte nos portos?! Eliminaríamos as relações de trabalho e Marx estaria feliz em seu túmulo, sem mais a exploração do homem pelo homem.


Impeachment

A Crise Institucional do país: Está claro que a Lei do Impeachment precisa ser rediscutida. A associação entre uma base técnica e uma interpretação política é uma contradição em si mesma. Se é necessária uma base técnica e uma vez cumprido o requerido, qual o papel que restaria aos políticos? Se eles podem ignorá-la, então não era necessária, era apenas subsídio. Ora, se uma autoridade jurídica os obriga a votar de acordo com a base técnica, então para quê consultar os políticos?  E se eles decidem votar contra a base técnica poderão ser contestados pelo jurídico?
Por isso eu disse em texto anterior que é tudo um faz de conta: os políticos ignoram a base técnica e votam de acordo com seus interesses, fingindo que estão considerando a base técnica, enquanto o jurídico finge que está sendo obedecido.
Outra contradição é a necessidade de passar primeiro pela Câmara para depois passar pelo Senado. Ora, se a Câmara veta tira o direito do Senado de examinar. Se a Câmara aprovar, o veto no Senado soa como reprovação da Câmara, sem chance de reavaliação. Por que não juntar o Congresso para um exame conjunto?
Muita coisa precisa ser revista na institucionalidade do país.


Governo provisório

Enquanto eu pensava no grande equívoco que atualmente ocorre no país, como parte de minha tese da crise institucional, vejo que o tema foi tratado por um partido de oposição, em reclamação ao Supremo. Realmente o Temer não podia ou não devia fazer tanta mudança como governo provisório. Era até melhor para ele, e o desobrigava de consertar o país em tão pouco tempo, tarefa quase impossível. E funcionava até como pressão para aprovar logo a saída de Dilma. Temer não teria de fazer nada, só levar o governo em banho-maria. Mas isso não seria desastroso para o país, aguentar mais tempo no caos? Então realmente aí está mais um vazio da lei do impeachment, requerendo discussão e revisão. E sujeito a mais improvisos do Supremo.
A primeira obrigação de um governo é cuidar do bem-estar da população e a geração de renda é um dos principais instrumentos desse objetivo. Governos que falham nessa finalidade deviam ser depostos ou renunciar. Tenho visto chefes de família às lagrimas sem saber como manter sua sobrevivência. Tenho visto um governo provisório aproveitar-se da suposta crise para cortar benefícios e conquistas da sociedade, sem tocar em alternativas que poderiam poupar o sacrifício social. Lamento a falta de verdadeiros líderes políticos com o perfil de estadistas. É grave a situação do nosso país, não apenas pela má economia, mas pela falta de grandeza e virtudes de nossas autoridades.
É o que sempre digo, toda vez que se anuncia uma reforma nesse país é para cortar benefícios dos trabalhadores públicos ou privados. E que dizer dos aposentados? Os dirigentes do país são cretinos, abusam da ignorância de muitos brasileiros, que eles exploram com suas escolas falidas e sua saúde negada. Faltam líderes legítimos, com dignidade, consciência do bem comum e visão de estadista. A gente já está cansado de fazer manifesto e passeata, porque já não acreditamos nisso

O Supremo

O Supremo tem sua chance de corresponder à grandeza que dele se espera e mostrar-se ao país como um verdadeiro marco da pátria, renunciando com alarde a esse acinte contra o povo brasileiro. Está claro que Temer está chantageado, e é obvio que também ele não vai mostrar qualquer atitude superior a suas pernas. Parece que o povo vai ter de voltar às ruas, agora com uma tarefa bem mais difícil de captar numa palavra de ordem.
Nós afinal já customizamos o absurdo, vulgarizamos a marginalidade, engolimos a rapinagem dos políticos e administradores da coisa pública. Mas se pararmos um minuto para refletir, que merda fizeram desse país?! Convivemos com bandidos que cruzam com a gente nos sinais e nas esquinas, vemos todo dia um gestor publico ser descoberto na gandaia, e imaginamos quantos outros não foram ainda descobertos. Vivemos a impotência de não saber como parar com tudo isso. Corremos o risco de nos virar baratas. Proponho que não deixemos um dia sequer de indignar-nos. Mesmo sabendo que não vai adiantar até que outras coisas aconteçam, vamos exercer nosso dever de ficar indignados com a torpeza de empresários, comerciantes, políticos e gestores que se apossam de bens públicos. Quantos Moro seriam necessários? Felizmente as transformações sociais nunca tiveram autoria, elas acontecem e só se explicam depois, vamos manter a esperança de um acaso. A coisa pública é sagrada, não pode ser objeto de astúcia da bandidagem. Qualquer dano a um bem público pode ter consequência para milhares de indivíduos. Vamos parar de imaginar que desvio de recursos é apenas crime eleitoral.
Minha opinião pelo impeachment nunca foi baseada em pedaladas, mas nos graves delitos eleitorais. E nunca me deu prazer, sei que não temos alternativas confiáveis. Ironicamente, quando Dilma tira o Levy (neoliberal convencional) por discordância teórica, eu aplaudo, e quase me convence a torcer por sua permanência, não fosse a necessidade de punir o mau exemplo eleitoral. Quando ela pede agora a “boa política”, esquece a pregação do confronto que seu cabo eleitoral raivosamente pedia nos palanques e na mídia. 
Hoje sabemos que o Supremo (sic) está pagando pedágio. E a farsa, o escárnio do Sr. Tofoli votando contra o governo só reforça a impressão que tudo estava já armado. Me senti num circo.

Afinal, estamos cegos moralmente? Estamos condenando a corrupção dos meios sem questionar em nada a corrupção dos fins? Será que faz sentido a gente se tornar um monstruoso abatedouro animal para alimentar o mundo rico? As recentes denúncias de problemas no circuito nos trazem à luz a visão crua de um problema muito maior: nosso país se transformou num grande matadouro animal, de proporções gigantescas, um verdadeiro holocausto animal permanente, 24 horas, o sangue jorrando por nossas faces, maculando nosso sangue e estamos discutindo se ele é vermelho. Será que precisamos do dinheiro sujo do mundo rico para equilibrar nossa balança comercial? Nosso motivo é justo? Não teríamos outros recursos, outras riquezas para fundamentar nosso equilíbrio fiscal? Já estamos tão abalados por nossos problemas cotidianos que perdemos nossos sentidos de humanidade? Além dos desvios de nossas merendas e nossas poupanças, nos sobra algum sentimento de humanidade para questionar essa carnificina hedionda?

Dia da Independência

No dia em que se convencionou chamar “da independência” eu leio estarrecido, mas não surpreso, que os novos (sic) poderes da república querem remunerar o trabalhador por hora trabalhada. Esse é o caminho mais claro e corrosivo para eliminar direitos trabalhistas e tratar o trabalho como mercadoria, regressando aos tempos de Marx no século XIX.  Tudo isso é parte da herança maldita do PT que nos jogou nas mãos do capitalismo abutre, comandado por um banqueiro no ministério da economia (que saudade de homens como Celso Furtado!). Justamente nos momentos de crise (o capitalismo usa e abusa das crises, elas estão sempre a seu serviço), com forte desemprego, as organizações trabalhistas (sindicatos) estão fragilizadas e não conseguem enfrentar seu inimigo direto. As reformas não precisam ser sempre às custas do lado mais fraco, mas é isso que acontece. Nesses momentos o poder faz o que é certo, por exemplo, aumentar a idade de aposentadoria para melhorar a curva populacional, e junta um monte de justos direitos para varrer tudo de uma varada só. E o povo já está cansado de ir às ruas e perceber que a leitura que fazem de suas mensagens é sempre distorcida. As passeatas viciosas e remuneradas do PT ajudam no desgaste. Dia da Independência soa quase como um deboche.

É o que sempre digo, toda vez que se anuncia uma reforma nesse país é para cortar benefícios dos trabalhadores públicos ou privados. E que dizer dos aposentados? Os dirigentes do país são cretinos, abusam da ignorância de muitos brasileiros, que eles exploram com suas escolas falidas e sua saúde negada. Faltam líderes legítimos, com dignidade, consciência do bem comum e visão de estadista. A gente já está cansado de fazer manifesto e passeata, porque já não acreditamos nisso.

Quando eu olho para trás, o PT foi uma de minhas últimas ilusões. Quando eu olho para o que o PT fez do Brasil, eu fico envergonhado comigo mesmo. Vejo minha falta de percepção e fico pensando se posso crer nas minhas convicções atuais. Ou seja, o PT me destruiu desmoralizando meus instrumentos de compreensão da realidade, minhas certezas mesmo provisórias.  O Brasil hoje é um absurdo, as pessoas se matam e matam por qualquer valor, um smartphone, um cordão. Antes pensávamos que os bens públicos eram de todos, todos tinham de cuidar, o PT os transformou em de ninguém e portanto qualquer um pode tomar.
Os teóricos do socialismo, Marx incluído, achavam que o socialismo se alcançava por cima, com o crescimento de todos, vem o PT e tenta fazer um socialismo por baixo, deu no que deu.
E precisa ter muita cara de pau para continuar negando o que todos veem. E precisa ser um país bem infeliz para engolir tudo isso. Esse lixo.


Duas caras da mesma moeda

Lula e FHC são duas caras da mesma moeda. O desenho partidário de hoje reproduz o de velhos tempos quando o PSD estava para a classe média e o PTB para o povão. Com essa distribuição as elites mantinham o controle completo da sociedade, como é de sua vocação.
Essa mesma fórmula funciona nos dias de hoje: o PSDB cuida da classe média e o PT cuida do povão. Ambos obedecem a uma mesma lógica elitista. Ou alguém pensa que o PT é um partido de esquerda de corte socialista?
Dirão que o PT foi criado de forma autônoma por uma mescla de sindicalistas, intelectuais e igreja, tudo bem, mas isso foi possível porque estava dentro da expectativa da lógica elitista de sustentação do controle social.
Quando o PT se entusiasmou no caminho e pensou de forma radical precisou lançar a Carta aos Brasileiros. E o que é a carta senão uma promessa de trabalhar dentro dos parâmetros do capitalismo. Em nenhum momento Lula ousou um salto político. E mais, cumpriu fielmente o prometido colocando todo nosso dinheiro nas mãos do neoliberal Henrique Meireles. Da total confiança dos militantes petistas? Não, um homem do sistema financeiro internacional que poderia ser ministro do PSDB.  E trabalhou os oito anos com juros altos, apesar da crítica de Lula aos juros altos de FHC. Com rigor podemos dizer que Meireles cuidou do andar de cima com Palocci, e Lula cuidou do andar de baixo, conforme sua vocação. Um governo dual que foi viabilizado pela enxurrada de recursos trazidos pelas commodities.

Mas o modelo distributivo de Lula não podia ser para sempre, os recursos fatalmente se exaurem no tempo, foi o que aconteceu, agravado pela baixa da matéria–prima.

Ironicamente o período de governo petista mais próximo de suas origens foi o primeiro governo de Dilma, quando o fator neoliberal foi eliminado. Infelizmente, para Dilma, o sistema de governo já estava contaminado: os aliados já estavam na prática sistemática da corrupção, já sem precisar prestar serviço; as commodities não rendiam como no passado; O PT estava internamente dividido em facções.

Lula e FHC cultivam amor e ódio, têm uma profunda admiração mútua. Lula inveja o estilo intelectual de FHC e este o carisma de Lula, a capacidade dele se aproximar do povo. FHC elegeu Lula por satisfação e vaidade, sacrificando o “amigo” Serra.
O milagre de Lula na retirada de milhões de pessoas da miséria, foi possível por um detalhe perverso de FHC, que separou o destino do salário mínimo do destino dos aposentados, foi um algoz dos velhinhos, Lula não teria coragem de fazer isso, mas não mudou a decisão de FHC, se aproveitou dela para descolar de vez o salário mínimo e inserir milhões de brasileiros, não num processo de matiz socialista, mas no mercado capitalista. FHC ia fazer isso se tivesse mais tempo.

Como se sabe, o bolsa-família também é uma dívida do Lula com FHC, que apenas não teve tempo de fazer o que Lula fez. O bolsa-família no modo como é praticado, constitui um programa social que qualquer partido de direita teria prazer em fazer.
Se o PT fosse um partido de esquerda estaria exibindo um programa de saúde universalizado e de alta qualidade, não o fez, ao contrário, destruiu o pouco que havia e o único sistema de qualidade feito pelo PT foi o Sírio-Libanês, para uso próprio e dos amigos.
E teria construído um sistema educativo público de alta qualidade, em vez de dar bolsa de estudos nas escolas particulares da elite, transferindo recursos para estas. O que ele fez é um típico programa de partido de direita, com o tradicional processo de cooptação dos melhores cérebros pelas elites. O mesmo que os americanos fazem com os melhores cérebros brasileiros oferecendo-lhes bolsas de estudos em suas melhores escolas.

FHC faz suas escolhas na crença de que estimulando as elites os pobres serão beneficiados por um processo em cadeia, afinal são os ricos que investem em empresas que dão empregos e produzem bens.
Esperava-se que Lula induziria um modelo de baixo para cima, investindo fortemente em educação e desenvolvimento microrregional. Não o fez, investiu em grandes empresas como multiplicadoras, ao velho modelo conservador. 


Extratos da carta: Será necessária uma lúcida e criteriosa transição entre o que temos hoje e aquilo que a sociedade reivindica. O que se desfez ou se deixou de fazer em oito anos não será compensado em oito dias. O novo modelo não poderá ser produto de decisões unilaterais do governo, tal como ocorre hoje, nem será implementado por decreto, de modo voluntarista. Será fruto de uma ampla negociação nacional, que deve conduzir a uma autêntica aliança pelo país, a um novo contrato social, capaz de assegurar o crescimento com estabilidade. Premissa dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do país.  A estabilidade, o controle das contas públicas e da inflação, é hoje um patrimônio de todos os brasileiros. As mudanças que forem necessárias serão feitas democraticamente, dentro dos marcos  institucionais.


Alternância de poder

Nas últimas eleições votei pela alternância no poder. Devia ser uma das regras pétreas da democracia. Isso obrigaria os dirigentes a ser mais prudentes, desestimularia a corrupção e evitaria o aparelhamento do estado. Precisamos apostar mais na circulação das lideranças, principalmente das elites. Acreditar mais nas instituições e não apenas nas pessoas. Salvadores da pátria costumam ter u bom começo e um final desastroso.
Não vejo, por exemplo, como o PT sairia andando do poder (só de maca), o que faria com os 60 mil ativistas e chefes de torcida que vivem de contratos do estado? Justamente por ter projeto político de permanência indefinida no poder (20 anos, 30 anos?) é que criou estruturas artificiais na administração pública. E optou por correr riscos na certeza de que os que virão depois não estarão interessados em avaliar os seus desvios de conduta.
Se queremos de verdade uma democracia, teremos de nos acostumar com uma sociedade de classe média, buscar entendê-la e não demonizá-la como faz o PT, numa leitura apressada de Marx.
O que vivemos no país neste momento é o atropelo deslavado das frágeis posturas democráticas, de todos os lados. Por confiar demais em lideranças carismáticas de fachada convivemos com o abuso e o improviso. Nesse clima tudo pode acontecer e o custo é quase sempre pago pela parte mais vulnerável da sociedade.

Não estou eufórico com a possível derrocada do PT, estou triste e sigo revoltado. Até porque pessoalmente me prejudica . Na última eleição votei pela alternância no poder, depois de sucessivas votações favoráveis ao partido que prometia e tinha genética para mudar o país. Infelizmente o PT havia perdido o rumo e a razão de ser. Um período sabático poderia ajudar quem sabe o PT a voltar a suas raízes, certamente mais sólido para retomar o comando da política e do governo, recuperando o antigo tesão, mais amadurecido e fazendo as coisas certas e não as farsas que parte da intelectualidade se perde em enaltecer com slogans vazios como essa de “não vai ter golpe” sem explicar, nunca, como o país veio parar na lama depois de 12 anos de governo. Aliás, intelectual incompetente para a política não é novidade, a literatura e a história estão fartos dessa incongruência. A beleza estética, musical e poética do artista não o qualifica automaticamente para falar de política, depende mais de sua história de vida, mas aí sua opinião não é melhor nem pior que a dos nossos amigos mais próximos. Um conhecido sociólogo norte-americano lembrava muitos anos atrás que os artistas costumam ser apenas “a cortina sonora do poder”.     12\04\2016

O Faz de Contas da Política Brasileira

Como explicar a algaravia da recente política nacional?  O PT foi a maior novidade partidária dos últimos 30 anos. Trouxe um novo tempero para a política do país, um governo que olhava para baixo, que dava visibilidade ao pobre. Mas afinal não promoveu nenhuma reforma estrutural sustentável, fez mais ruído que mudança e praticou o assistencialismo abusivo.       Mas um governo realmente de esquerda teria revolucionado a educação e a saúde, teríamos hoje um cenário muito diferente para as populações de baixa renda. Ainda assim não se pode negar que fez muito mais para o pobre que os governos tradicionais.
Mas não investiu em sustentabilidade, quando os ventos do comércio exterior de commodities eram favoráveis. Em vez de promover o crescimento industrial favoreceu a importação, com um dólar barato que cobria as demandas crescentes da população com produtos da China.  No curto prazo funcionou, mas quando o jogo comercial virou, começou a fazer água no sistema.
Os benefícios distributivos ajudaram os que estavam prontos para receber, mas os que vinham atrás já não puderam ter a mesma sorte.
Era hora de renovar os contratos políticos, mas aí entrou em cena certo juiz do Paraná, que, como na poesia de Drummond, não fazia parte da estória.  Juntou-se a isso a quebra da Petrobrás e a falência de todos os indicadores da economia brasileira. Seria o fim do ciclo do PT e viria a alternância, como parte do processo democrático. Mas os compromissos ideológicos do partido e o modelo aparelhador não permitiam cumprir o que a realidade do país recomendava.
 O esquema de alianças do PT não se enquadrava em seu modelo ideológico de corte absolutista. O resultado foi um composto espúrio, um frankestein que só o malabarismo de Lula conseguia manter de pé.  Mas Lula e Dilma estavam de guerrinha interna e o partido perdeu o timing político. A falta de uma oposição combativa, o aparelhamento do estado e a criação de milícias partidárias ajudavam a amortecer os sensores do partido.  A reeleição de Dilma foi forçação de barra e para tanto o PT teve de apelar para todo tipo de recurso, lícitos ou não.  Mas estava navegando num terreno onde os adversários eram veteranos e ele aprendiz de feiticeiro. O PT foi um partido diferente em muitos aspectos, pela natureza ideológica, mas caiu na vala comum das práticas de acumulação e preservação do poder político.  E acabou perdendo as condições mínimas de governança: credibilidade e capacidade.
Normalmente deveria renunciar para poupar o desgaste político e voltar reciclado em 2018. Não teve grandeza para isso. Talvez os milhares de cargos de nomeação partidária tenham impedido o gesto nobre e oportuno.
Caberia o impedimento pela Justiça Eleitoral, mas essa importante instituição não se mostrou preparada para o momento, levaria um século para exercer suas responsabilidades, enquanto o país sangrava e exigia presteza nas soluções. Então as ambições pessoais entraram em cena, ocupando o vazio político e precipitando, por sua vez, os acontecimentos.
O instrumento selecionado para esse fim, o pedido de impeachment com os três pilares, teria sido o modelo apropriado, mas a legislação, imperfeita, criava limitações absurdas, como a do fato restrito ao período de mandato, elaborada quando não havia reeleição, então inadequada para a realidade atual. O fato político não é episódico, ele se desenvolve no tempo, não pode ser integralmente capturado no flagrante. As chamadas pedaladas só podem ser entendidas no contexto histórico do país, isoladas perdem substância.
O PT perdeu o timing político para governar, tinha de dar lugar ao curso da história, mas não era de seu estilo. Quando sentiu o perigo apelou ao Supremo. Achava que a maioria da Corte lhe daria sustentação.  Mas o Supremo enxergou a onda política que se esteva configurando, óbvia e irremediável, ficou dividida entre uma suposta fidelidade e a razão institucional. Faltava-lhe um modelo para apropriar a crise e encaminhá-la sem contestações. Teve de improvisar: a Câmara apenas admite, mas quem decide é o Senado.  Tudo parecia resolvido, mas o presidente da Corte, ao fazer a suma das discussões, incorpora por conta própria uma limitação ao poder do Senado, impossível de ser administrada. Como submeter o critério técnico à escolha política? Ou é uma coisa ou é outra. O resultado foi o jogo de cena instalado: a defesa construindo um sofisma intencional, tentando reduzir o fenômeno a um ato simples, fazendo uma leitura interessada da suma do Supremo e daí extraindo o argumento para o mantra do golpe, e a oposição não aceitando a limitação mas não podendo levantar questão sobre a atitude do presidente do Supremo, sobretudo porque é ele quem vai presidir as seções do Senado. Cria-se o jogo de cena, cada lado insiste em sua narrativa, intencionalmente falsa, sem nenhum diálogo real. O Congresso finge que está cumprindo regulamento do Supremo e este finge que está sendo obedecido. Na verdade o jogo foi jogado e não há mais condições de governabilidade para Dilma. Mas esse jogo tem de ser representado até o fim, para cumprir formalidades e por isso, tudo parece ser uma grande farsa, um jogo de cegos e surdos.  Precisamos de reforma política urgente, mas não sei se os que estão aí estarão à altura dos desafios. A alternância no poder é fundamental numa democracia, o melhor instrumento para ampliar oportunidades e aproveitar a riqueza humana proporcionada pela diversidade natural de um país da dimensão do nosso.
Mas ao fim e ao cabo, vai ser muito bom para o PT: livra-se da ingrata tarefa de arrumar a casa e pode voltar em 2018, depurado, com o mantra de recuperar o que lhe foi tirado à força

O ex-diretor da AGU tinha razão, foi um golpe. Mas esqueceu intencionalmente de dizer que foi um golpe político. Ele tenta um argumento de que somos presidencialistas e o golpe tinha perfil parlamentarista. Na verdade, a fragilidade da política brasileira coloca-a entre os dois regimes. Nosso presidencialismo tem de lidar com duas câmaras famintas de poder e sobretudo de privilégios e benefícios. Se nosso presidencialismo escorrega para o lado direito vira ditadura e se o faz para o outro lado vira parlamentarismo.
Em dado momento o vice fez as contas e viu que somado à oposição tinha mais canhões que o isolado parceiro eleitoral, que o tratava como convidado de pedra.  Lembremo-nos da revolta paulista de 32 em que os generais dos dois lados contaram os canhões e...fez-se a paz!  Não está nos manuais de política que os partidos não podem mudar de aliança no regime presidencial. O AGU chamou de crime o que era apenas um golpe político. Se esse tipo de golpe vale ou não, não creio que esteja escrito nas estrelas. O detalhe técnico se tornou irrelevante. Já o golpe eleitoral do PT, em 2014, não há nenhuma dúvida que arranha as regras do jogo.

O nosso Planeta está enfermo e sangra. Temperaturas batem recordes e não se vêm esforços significativos de preservação das matas e despoluição das bacias hidrográficas.
A humanidade está socialmente enferma. Continuamos com três bolsões sociais estanques, as elites endinheiradas, as classes médias hesitantes e a pobreza resistente. O mundo ocidental, que comanda as decisões do planeta, mostra total descompromisso com o futuro da humanidade. As elites continuam em seu baile da ilha fiscal, sem grandes lideranças virtuosas, já sabem que não haverá tempo tecnológico para construir uma ponte salvadora para outro planeta, e vêm ruir seus templos de segurança, a Europa civilizada e os EEUU rígidos em seu controle social. As dramáticas projeções de futuro nas ficções hollywoodianas já podem ser vistas aqui e ali pelo mundo afora. 
A França já não possui o dom das grandes filosofias que nos orientariam com segurança para um novo mundo (saudades de Rousseau...), e a Inglaterra, depois dos Beatles, não produz mais novos cenários culturais aglutinativos. O abalo é geral e no caso brasileiro não temos mais a janela para olhar os exemplos externos que nos davam esperanças. O mundo está ruindo. O que se aproxima e dá sinais (ovos da serpente) é o salve-se quem puder, o vale tudo de um UFC que extrapola o quadrilátero e transforma as cidades em reality shows.
A última batalha com o socialismo foi ganha na Alemanha dos anos 20 e quando foi preciso a direita usou da metralhadora e exterminou Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, assegurando a supremacia capitalista e logo a fusão do capital industrial, liberal, com o capital financeiro, oligárquico, das indústrias com os bancos, e fomentando a participação do trabalhador como bucha de canhão na Grande Guerra, que não lhe convinha e de onde não tiraria nenhum proveito.
Consolidada a dominação capitalista no mundo ocidental, faltou caráter e nobreza aos burgueses para exercer a liderança com dignidade e responsabilidade social. Tornaram-se soberbos e inconsequentes. 
O resto é o resto. Já basta para um fim de semana de 40 graus.
Vamos à praia, que ainda nos resta.

Previdência

No tempo de Pinochet o Chile foi albergado pelos Estados Unidos com todo tipo de apoio, entre eles um novo modelo de previdência social. O modelo prevalecente na época era o de solidariedade entre gerações. Cada geração trabalhava para manter a geração em retirada. Esse modelo funcionou muito bem por gerações, mas enfrentava problemas decorrentes de vários fatores: a inovação tecnológica ia encurtando o emprego; no processo civilizatório as famílias reduziam a procriação; a população retirada estava ganhando anos de sobrevivência com o avanço dos recursos médicos; a nova tecnologia aplicada à medicina encarecia enormemente o custo da saúde. Enfim, o produzido na geração atual não estava dando conta da sustentação da geração anterior. E a ideologia neoliberal imperante condenava qualquer tipo de suporte social não abrigado por geração própria.  Então chegou o modelo de previdência por poupança e através do Chile ele foi imposto demonstrativamente a todo o continente. Na época eu me servi do expertise da OIT para mostrar que o novo modelo assegurava um bom e atrativo começo porque os custos só iriam começar a pesar 20 anos depois. Fomos vencidos pero furor neoliberal e os governos de nossos países da região foram convencidos pela facilidade das vantagens imediatas. E agora quando vejo notícia de crise no modelo chileno, só não me rio porque é assunto de chorar.





domingo, 13 de setembro de 2015

Panorama Político Brasileiro



Instalada a crise, tudo é permitido. O rebaixamento do país por uma agência de classificação de risco tem muitas explicações e esconde interesses subversivos do sistema financeiro internacional. O trabalho dessas agências é criticável e suspeito, atende a interesses patronais. Em vez de ajudar o país a sair da crise, pune, eleva os juros que serve para aumentar a renda do sistema financeiro. Tudo muito redondo e cruel.
Razões oficiais para isso, se se procura acha. A administração do país foi uma catástrofe, foi desperdiçada uma oportunidade histórica de um governo popular, com um líder carismático que tinha um discurso contestatório do status quo. 

Entretanto, do ponto de vista prático e ideológico o PT apenas “surfou” na estrada aberta pelo PSDB. Não inovou em nada e não produziu nenhuma transformação estrutural.
Vejamos: a incorporação de milhões da pobreza ao mercado é uma estratégia capitalista, fartamente comemorada pela burguesia nacional. Essa virada foi preparada pelo PSDB quando desconectou o salário mínimo da pensão do aposentado, possibilitando aumentar o primeiro sem carregar junto o segundo. O PSDB abriu a porta e não teve tempo de usufruir, mas faria o que o PT fez, aumentar os ganhos do salário mínimo, festejado pelo comércio e bancos. A liberação do crédito foi apenas a extensão do instrumento principal.

A exploração eleitoreira do bolsa-família foi uma distorção de outra iniciativa do PSDB, as bolsas assistenciais,  (sobretudo o bolsa-escola) criadas como instrumentos provisórios enquanto a própria economia não assegurava a ocupação plena e a criação de emprego para as camadas mais pobres da população. Uma iniciativa que qualquer partido político de direita adotaria. Uma ação concreta de esquerda teria sido o investimento em cooperativas de produção e fortalecimento das atividades de promoção do desenvolvimento microrregional. O PT foi apenas assistencialista, não plantou nenhum alicerce sustentável.

É certo que o PT foi obrigado a jurar fidelidade ao sistema capitalista, para receber a chave do cofre governamental. E o primeiro ministro Meireles foi o cavalo de troia que garantiu a execução o modelo dual. Os mecanismos econômicos se mantiveram atrelados ao sistema financeiro internacional, incluindo aí a política de câmbio favorável à importação (dólar baixo) e juros altos para premiar o mundo financeiro, a ponto de Delfin Neto reconhecer que o Brasil “estava salvando o capitalismo internacional” num momento crítico em que nenhum país estava gratificando o capital. Só o Brasil fazia a festa do capital, e Lula era recebido com pompas pelo grande circuito financeiro. Nunca os próprios bancos nacionais ganharam tanto, ou pelo menos continuaram ganhando o mesmo do governo tucano.
O lulopetismo gostou da grande farra e esqueceu os compromissos sociais mais sérios e sustentáveis. Entro na farsa e se locupletou com as facilidades.

Como as commodities estavam faturando alto, puxadas pela disparada chinesa, criou-se uma ilusão de que o país finalmente podia ser o paraíso na terra, o distributivo virtuoso em que todos ganham, nada de soma zero.  Os sindicatos se venderam à atrativa autonomia absoluta, em que recebiam subsídios e não precisavam prestar contas. A classe média viveu a fantasia do dólar baixo que lhe permitia trocar Miami por Nova York e Paris, depois o mundo todo a seu alcance. A burocracia estatal teve grandes aumentos de salários sem nenhuma contrapartida de produtividade, para festa da CUT. A burguesia paulista ganhou o BNDES de presente, inflado com dinheiro do tesouro nacional e funcionando como o verdadeiro ministério do planejamento.

Já, por outro lado, nenhuma reforma substantiva na economia, na educação e na saúde. Para quê produzir se era muito mais barato importar? E ainda com a vantagem de usar a importação como arma de combate à inflação, se algum produto encarecia, importação para cima dele. Em vez de escolas de qualidade, bolsas para estudar na escola particular. Em vez de um sistema de saúde público de qualidade, planos de saúde a granel. Se isso é governo de esquerda, macacos me mordam!

Com essa farsa interna funcionando, o PT (leia-se Lula) saiu a campo para promover a ideologia que não praticava, do socialismo nativista. Primeiro com empréstimos impagáveis e depois com a Odebrecht para construir grandes obras muito superiores às realidades internas dos países aliados. Nada contra ajudar Cuba ou Bolívia, através de instrumentos políticos e econômicos “sarados”. Mas o que parece ter sido erguido foi um esquema de financiamento viciado com a vinculação a empresa patrocinada e custos inflados para esconder propina.

Chaga-se ao processo eleitoral e o PT desesperado decide apelar para tudo ou nada, subvertendo ostensivamente as regras do jogo. Mentiras, ofensas pessoais, recursos extras de origens escusas, xingamentos, bravatas, e até mesmo a suspeita forma de contagem de votos com todo o processo nas mãos de um aliado comprometido com o esquema do partido. Posteriormente foram-se abrindo as novas realidades e aparecendo os números do financiamento, tudo se somando e mostrando uma farsa eleitoral. Não há como negar que o pleito foi irregular e injusto para os adversários e portanto o impeachment aparece como possibilidade natural. O impeachment, ao contrário das alagações de golpismo, é um instrumento justo e legítimo da sociedade, peça imprescindível do processo democrático, criado justamente para que o povo possa se defender de abusos do poder político.  Claro que o impeachment não é um instrumento automático, ele tem regras e condicionamentos que precisam ser atendidos, mas isso não corte sua legitimidade.

A alternância no poder, que não é fácil de obter e praticar, talvez seja a grande arma para mediar os problemas de um país jovem, sem grandes líderes e ainda sem instituições sólidas (estão evoluindo) capazes de monitorar e controlar o lado obscuro da grande e heterodoxa sociedade brasileira.

Os governadores do Estado do Rio fizeram uma administração temerária, andaram pagando salário com royalties e usando o dinheiro de arrecadação para coisas que nem sabemos. E quando faltou royalty deixou os servidores a ver navios. Se isso não tem punição, algo está errado no reino da Dinamarca.


Temos muitos problemas no nosso país. Mas as crises são geradas por dirigentes incompetentes, sem muita legitimidade, insensíveis às necessidades da população, cultivando teses macroeconômicas viciosas e pelas elites, que aproveitam as supostas crises para justificar práticas normalmente inaceitáveis contra os interesses da sociedade.
Quando me perguntam se tenho a saída, não sei o que responder. Qualquer suposição que eu possa fazer sofre de falta de referências partidárias e parâmetros institucionais demonstrativos. Então fico restrito a uma posição absolutamente niilista. Quem souber de uma saída tem o dever de apontar.

Nossas Opções de Políticas de Governo entre a Cruz e a Caldeirinha
Em troca de manter pífios benefícios para os mais pobres o PT queria que a classe média aceitasse a corrupção sistêmica como instrumento de governo.  A alternativa está sendo suportar um governo de capitalismo selvagem onde proliferam economistas convencionais usando argumentos falaciosos e oportunismo de crises construídas para agir como verdadeiros abutres dos benefícios sociais. Resultado: estamos ferrados de qualquer jeito.
O que chamam de crise o lulopetismo usava para justificar desgoverno e o atual governo usa para justificar a redução de direitos dos trabalhadores. Dois falsos argumentos, os males do Brasil são.
As dificuldades reais são geradas por governos incompetentes e comprometidos com os ganhos do sistema financeiro.  Claro que reformas são sempre necessárias, afinal o mundo gira, mas as explicações não convencem, são mais fidejussórias, justificações de escolhas prévias.  Ouvir coisas como “esperar passar as eleições para praticar as maldades” supostamente necessárias, ofende a nossa inteligência, é uma confissão ideológica. Dificuldades, ou crises, são decorrentes de maus governos e desvios de finalidade. Quando um ministro a serviço dos bancos é nomeado para governar a economia, os juros sobem, o dólar baixa, a classe média vai fazer turismo lá fora e qualquer falta de produto na praça se resolve com mais importações. Então o que falta é uma política que favoreça o investimento nacional, essa é a crise.
Ouvir explicações de autoridades ocasionais de governo dá dor de barriga, é aceitar ofensas a nossa inteligência. Somos diariamente bombardeados por economistas ardilosos a serviço do mal. É a ciranda capitalista se movendo leve, livre e solta.

É o que sempre digo, toda vez que se anuncia uma reforma nesse país é para cortar benefícios dos trabalhadores públicos ou privados. E que dizer dos aposentados? Os dirigentes do país são cretinos, abusam da ignorância de muitos brasileiros, que eles exploram com suas escolas falidas e sua saúde negada. Faltam líderes legítimos, com dignidade, consciência do bem comum e visão de estadista. A gente já está cansado de fazer manifesto e passeata, porque já não acreditamos nisso.

Nem a Justiça se entende. Rigorosamente, o novo ministro da justiça não tem nenhum direito adquirido por ter sido empossado no Ministério Público antes de 88. Ele só teria direito adquirido se tivesse assumido o ministério da justiça antes de 88. O resto é só o jeitinho brasileiro. Não vê o que não quer ver.
Se fosse assim, todos os aposentados que contribuíram com dez salários mínimos teriam seu direito adquirido mesmo depois de FHC ter separado os respectivos aumentos (dos aposentados e do salário mínimo) que Lula ratificou e aproveitou politicamente.

Claro que a Justiça, em suas filigranas e artifícios, pode arguir "expectativa de direito", que só vale para os casos selecionados, para os "amigos".

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Fragmentos do Face Suicídio do PT



O efeito perverso do suicídio político do PT é que os abutres que habitam a política de Brasília estão mostrando os dentes, sem que tenhamos um partido de esquerda para frear o apetite voraz que já ataca as conquistas trabalhistas e a própria Petrobrás. Ao dar um tiro no pé o PT sacrificou o que tinha de melhor, sua militância. Que bom se pelo menos o PSDB ainda tivesse a tintura social-democrática dos primeiros tempos.

 O que estamos assistindo é o início de uma expropriação descomunal das aspirações do povo brasileiro manifestadas nas redes sociais e nas ruas, e dos benefícios sociais do trabalhador, sem nenhum  pudor e sem nenhum partido político  com capacidade e vontade política para se opor a essa sangria. Os abutres se aproveitam do vazio de poder gerado pela desqualificação petista.