sábado, 20 de julho de 2019
Nossa Sociedade em Crise
O mundo ocidental, que nos últimos 50 anos construiu uma sociedade minimamente cristã, sob o manto de uma social-democracia costumizada, está em crise. Realmente o que oferecia já não correspondia às necessidades das massas já mais conscientes e alertadas pelos avanços da comunicação social, tornada possível pelas novas tecnologias e conquistas sociais, Decidiram que era preciso mudar, mas sem novos sonhos ficaram entregues ao pior dos mundos, só comparável às ficções futuristas catastróficas de Hollywood.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
terça-feira, 25 de junho de 2019
Visão dos economistas
O problema da população em geral é que os economistas não tratam de distribuição de renda, mas adoram a concentração porque têm em mente que os pobres só comem e gastam, são consumidores, enquanto os ricos podem fazer investimentos. Então suas equações buscam a concentração de renda e nunca a distribuição. A ascendência dos economistas no poder foi mal para a classe media brasileira.
O problema da população em geral é que os economistas não tratam de distribuição de renda, mas adoram a concentração porque têm em mente que os pobres só comem e gastam, são consumidores, enquanto os ricos podem fazer investimentos. Então suas equações buscam a concentração de renda e nunca a distribuição. A ascendência dos economistas no poder foi mal para a classe media brasileira.
quinta-feira, 20 de junho de 2019
Confusão dos sistemas políticos
Ironias sociológicas: graças à social democracia, mesmo adulterada como ela se apresenta onde se apresenta, a sociedade ocidental onde vivemos teve ganhos impressionantes, materiais e culturais, mais acesso à educação, mais liberdade de expressão, mais participação e consciência social, mais consumo material, mais informação, mais humanidade e muitos mais ainda. Mas justamente esse crescimento humano aumentou também suas exigências e justamente onde ela, a social democracia, não teve êxito porque enfrentava um agente mais poderoso que ela, o capitalismo. Por não ter podido proporcionar melhor distribuição da riqueza produzida pelo esforço coletivo, (o capitalismo é bom produtor mas inimigo da repartição, impede sistematicamente a igualdade de oportunidades, porque acumula de forma egoísta, com ajuda dos economistas), a social democracia tem sido punida nos pleitos eleitorais onde a população demonstra sua insatisfação com seus limites. Mas o faz -- grande ironia -- colocando no poder, no seu lugar, aquele que impedia a ampliação dos benefícios pela própria social democracia e não vai mesmo proporcionar o que a social democracia não conseguiu. O chamado círculo vicioso, ou o padrão de serendipity.
Milhagens regressivas
Os programas de promoção de milhas das companhias de aviação já se perdeu das origens. Virou mercado persa, com atravessadores e espertezas. E na medida que as empresas lançam mais milhas no mercado, as exigências de pontos\milhas aumentam exponencialmente. Fora as alternativas de somar milhas e dinheiro vivo que por vezes saem mais caras que uma compra direta de uma passagem com a companhia aérea. Não sei se é assunto da ANAC, mas alguma autoridade ligada ao direito do consumidor deveria investigar essa prática desvirtuada de suas origens.
Crise sindical
O governo precisa revisar esse conceito de que todo sindicalista é bandido. É verdade que a maioria dos sindicatos perdeu sua legitimidade por desvios de atitude e desempenho, mas não existe outra forma de defender os trabalhadores diante do poder quase absoluto do capital. Então a tarefa dos governos é legislar e fazer campanha para a recuperação do movimento sindical e não ajudar na destruição dos mesmos. 20\06\19
Os sindicatos precisam reciclar suas práticas, seus objetivos e funções diante das novas formas de organização da produção. E sobretudo precisam recuperar sua imagem, danificada por muitas razões que não vou tratar nessas breves reflexões. Não deixa de ser um enorme desafio para a OIT \ Nações Unidas. A força do capital nunca alcançou a dimensão da atualidade, com uma concentração de renda absurda e uma recente conquistada opinião pública totalmente incoerente com as necessidades e princípios da sociedade. O xadrez está complicado, a falta de consistência das ideias políticas é uma enorme surpresa. Quando avançamos em pleno século XXI, com as conquistas tecnológicas que nos oferecem quase o infinito, temos de enfrentar pensamentos quase medievais que estão prevalecendo no embate eleitoral. A capacidade infinita de comunicação virtual está favorecendo o descontrole mental, criando obstáculos imediatistas que impedem separar a verdade, o real, do falso e da mentira.
sexta-feira, 10 de maio de 2019
CINEMANIA
Cinema: Ninguém pode negar a importância do cinema em nossa formação. O cinema é também uma das formas de aprendizagem para a vida. Além de ser uma fábrica de emoções. Por vezes nos consola, outras vezes nos faz sair da sala de projeção de bem com a vida. E tantas outras vezes saímos e a sensação é que continuamos dentro do filme na vida real.
Vamos então destacar, quando oportuno, ou quando nossa memória nos remete a alguma lembrança marcante, alguns filmes imperdíveis.
Acabo de ver no cinema Estação aqui de Ipanema o filme Amanda, que recomendo. É a França da atualidade mostrada em um flagrante familiar de forma leve, sutil, mas bastante fiel.
E na telinha à noite passada revi Gosford Park, de Altman, de anos passados, um retrato antológico das relações de trabalho na nobreza britânica de antanho, mas talvez ainda praticada apenas com adaptações necessárias à globalização social do mundo de hoje.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Previdência Social
Ainda a Previdência: não vou repetir o que tenho dito. Vale
sim argumentar contra a entrega de uma questão decisiva para o futuro de nossas
gerações nas mãos do mercado financeiro, pois é isso que representa a adoção do
sistema de capitalização. Aparentemente
o argumento é sentido como correto, afinal você contribui durante sua vida de
trabalho e recolhe sua aplicação no fim dessa jornada. Mas temos o exemplo do FGTS,
os juros praticados foram até aqui muito inferiores a outras aplicações e a
razão é que o aplicador é cativo não tem muitas opções e o mercado financeiro é extremamente instável. O banco não perde nunca e se houver perda quem vai pagar mesmo é o tesouro. E as perdas são fatais no longo prazo se o país não crescer sempre abundantemente, o que não é garantido. E afinal, se o país crescer fortemente, o emprego cresce e as contribuições à Previdência também cresceriam e não haveria crise na previdência. A menos que o governo tenha algum
recursos metodológico para garantir bons resultados, mas teria de ser contra as
regras do sistema financeiro. Isso foi ensaiado no Chile. Nos primeiros 20 anos
se mostra como um grande sucesso, pois ninguém se aposenta. Quando os aplicadores
alcançam a idade de benefícios começam os problemas. Não li ainda o texto de
projeto, argumento em tese sobre o
modelo de capitalização. Tenho a esperança que o governo adote algum sistema de
defesa dos interesses sociais. Lembrança recorrente: Na Previdência se trata de
um contrato social e isso quer dizer muita coisa.
domingo, 11 de novembro de 2018
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
Dia dos finados, uma forma de
trazer à memória nossos entes estimados e queridos, como se preciso fosse. Na
verdade, para os que estamos há muitos anos por aqui, e na medida em que passa
o tempo, o que vamos colecionando são memórias, doces e margas memórias. São
tantas perdas e danos, tantos pedacinhos de nós que se vão em cada falecimento,
que nos transformamos em restos, sobras de balanço. Mas não deixa de ser um
exercício que podemos fazer criativamente. Há mortos que crescem depois de
ausentes, como naquela tese de que só nos damos conta do valor de uma coisa
depois que a perdemos. Ela cresce em ausência. E aos poucos se transformam em
patrimônio pessoal intransferível. Meus mortos, com seus pesos e medidas
afetivas, são hoje meu maior patrimônio e eu encontro em cada lembrança deles
um prazer já irretocável, um instante que valeu, uma palavra que emocionou, um
presente que deu alegria, uma flor que propiciou enorme prazer, um
reconhecimento que naquele momento foi sublime, em cada memória eu recolho uma
joia, e a presença ausente de cada lembrança se torna uma flagrância de suave perfume
que nos dá um pouco mais de energia para seguir caminho até nos tornarmos nós
mesmos uma lembrança.
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