quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

 

        RECEITA DE  BRASIL      23 fev 2019

O Brasil parece um país neófito onde tudo precisa ser ainda feito. Numa linguagem mais palatável se diz que é (há centenas de anos) um país de futuro. Em pleno século XXI enfrenta questões primárias e não faz associações funcionais quase óbvias. Continua elegendo presidentes fora da linha política de montagem. As conversas parecem de analfabetos que precisam discutir os conceitos em cada caso, não há equipes que falem por música, com exceção das sucessivas equipes econômicas que são extraídas de meia dúzia de universidades nacionais com extensões no exterior.

Quando se descobre alguma ideia de consenso se vai com sede ao pote e tudo fica sobreposto. Seria preciso que o governo de turno externasse algumas linhas mestras de consenso ou pelo menos de vontade política de governo, para que as demais funções se ajustassem.

Qualquer política que pretenda mudar as alianças tradicionais (e viciosas) do trabalhismo precisaria tomar como premissas que a saúde pública e a educação gratuita vão funcionar de fato no país, e não vão ser entregues à ganância do mercado financeiro.

O problema da previdência é problema econômico do país, que não cresce, que escolhe ser apenas produtor de matérias primas e não gera emprego e renda. Não é o fato de que menos trabalhadores serão necessários para produzir os mesmos ou mais produtos porque isso pode se consequência da automação da produção, que pode ser benéfica, desde que os resultados disso sejam apropriados coletivamente. Portanto a previdência depende da rentabilidade do país. E obviamente ela precisa das correções internas, igualando as condições de todos os trabalhadores, afinal cidadãos com direitos iguais, e acompanhando os ganhos materiais de saúde que elevam o tempo de vida útil e portanto devem elevar o momento da aposentadoria.

A prática internacional é uma aposentadoria básica solidária intergeracional e uma complementar para quem pode e quer investir em pensões de maior porte. E viúvas e viúvos devem ter direito pelo menos a 70% do valor original porque a maioria das despesas não se reduz com a ausência de um dos cônjuges. A previdência por captação é uma farsa, uma armadilha que joga no mercado financeiro milhões de cidadãos que vão ter certamente decepções no final do processo, quando começam os pagamentos de pensões. No Brasil a remuneração de aplicações financeiras no mercado é uma armação, como aconteceu em inúmeras experiências de governo (FGTS, lei 159...).

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Poder e Sociedade:   Jogo muito disputado, sobretudo no primeiro tem...

Jogo negociado   Jogo muito disputado, sobretudo no primeiro tempo. O plantel do Flamengo é superior ao Grêmio, mas o Grêmio é mais disciplinado tecnicamen...

sábado, 20 de fevereiro de 2021

A derrota de Trump salvou (por enquanto) a civilização ocidental. Como assim?

Trump era o líder inconteste de uma nova corrente política que aproveitou a novidade então desconhecida da publicidade direcionada a perfis específicos, graças à informática com a internet e os robôs. Foi o primeiro político eleito com essa nova arma. Obama havia iniciado o processo, mas sem todos os recursos que vieram depois. Veio então o grande teste com o BREXIT, e o resultado sabemos. No dia seguinte a população inglesa amanheceu derrotada e estarrecida. Alguns poucos países europeus foram ajudados e pela importância do Brasil a aplicação por aqui teve requintes que aperfeiçoaram o modelo. Um governo radical de direita capaz de fazer crer nas massas qualquer ideia por mais absurda como a Terra plana e outras barbaridades. Por isso era fundamental e considerada certa a vitória de Trump e sua revolta com a derrota porque não podia acontecer se consideramos o programa técnico desenhado. Trump tem razão, era impossível perder. E com Trump e seus seguidores estava montado o desmanche das conquistas civilizatórias iniciadas no pós-guerra e obviamente ainda não completadas, mas acumulando um significativo conjunto de benefícios e ganhos sociais e culturais, que ultimamente têm sido atacados, basicamente nos direitos humanos e na proteção ambiental. A noção conceitual de direita e esquerda é operacional, mas neste momento se mostra claríssima. Quem defende a exclusão social, a educação conservadora, a economia liberal e condena as entidades internacionais que buscam resolver os problemas entre as nações com a negociação, o diálogo e a cooperação está na direita. A esquerda, ao contrário, condena a violência simbólica, busca a cooperação entre as nações, a solidariedade social, uma economia mais igualitária priorizando o emprego, a educação transformadora e a saúde comunitária. E instituições autônomas para zelar pelo cumprimento dos direitos constitucionais.

O mundo que conhecemos se reúne num grupo muito especial de grandes personalidades para estudar o movimento dos grandes blocos civilizatórios. Uma dessas últimas reuniões foi aqui no Rio de Janeiro. O Bloco representado basicamente pela Comunidade Europeia desenvolve os valores herdados da Independência Americana e da Revolução Francesa, com os princípios que conhecemos de liberdade, igualdade e fraternidade. Um sistema político representativo e alternância no poder.

A palavra chave é Democracia, mesmo com as adjetivações oportunistas.

 

O VAR


Revoltado com a utilização do VAR para a validação do segundo gol do Corinthians na derrota por 2 a 1 para o Flamengo, neste domingo (14), no estádio do Maracanã, o presidente do Timão, Duílio Monteiro Alves, se posicionou em suas redes sociais cobrando providências da CBF.


Não sou mais o único a afirmar suspeição contra o VAR. No jogo do Vasco o gol do adversário, com cinco atacantes na área, foi o único tempo em que o VAR deu defeito e prevaleceu a opinião do árbitro. Muito suspeito, para não ser logo afirmativo. O VAR precisa ser revisado. Ele tem mãos humanas por trás!!!!!!!!!!!!!!


Em verdade, em verdade vos digo: o campeonato foi conspurcado pelo VAR que transferiu as fraquezas do juiz em campo para  o escondidinho das cabines. Cansaram de prejudicar o Vasco, chegaram a desligar o VAR numa jogada dentro da área do time para validar o gol do Inter. O VAR fez um carnaval de decisões contraditórias, como eu previ. Considerando o mal desempenho de todos os times acho até que o  Flamengo, não merecendo, como os demais, foi o que apresentou uma equipe de maior qualidade.


sábado, 30 de janeiro de 2021

 

            

           CAPÍTULO  FUTEBOL    


         Os Favores Recebidos pelo Flamengo

Jogo muito disputado, sobretudo no primeiro tempo. O plantel do Flamengo é superior ao Grêmio, mas o Grêmio é mais disciplinado tecnicamente. O segundo tempo foi dominado pelo Flamengo, mas ficou uma sensação ruim no ar: O Grêmio foi totalmente dominado. Surgiu uma versão sobre a entrega do jogo pelo Grêmio, para o Flamengo encostar no Internacional. Para quem duvida, lembrem do último Campeonato Brasileiro ganho pelo Flamengo, quando o Grêmio entregou o jogo no Maracanã porque e tivesse ganhado, o Internacional seria o campeão brasileiro e não o Flamengo. Então já houve um caso demonstrativo. Aliás, nesse campeonato houve também a entrega mais notória e vergonhosa que eu conheço do futebol (exceto algumas em campeonatos mundiais), a entrega do Corinthians no interior de São Paulo (não fariam isso em campo tradicional), até o técnico se fez expulsar para não assistir a vergonha que estava impondo ao seu time. Caro, o Flamengo não tem nada com isso, vai somando os troféus.



















 

 

tudo na vida tem história.



 Éramos felizes e então votamos no PT. Deu nessa incrível merda. O que não quer dizer que os partidos burgueses nos trariam o céu, mas não fariam tanta merda, o PT não deixaria.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021


O que Aconteceu com o PT?

 

Muita pena que o PT se tenha descarrilhado. Era a única verdadeira alternativa política aos velhos e viciados partidos tradicionais, dominados por artimanhas financeiras forjadas pelas classes dominantes centradas no capitalismo financeiro. Uma grande pena para o país, porque além do crime hediondo de roubar o dinheiro público (todos deviam estar presos e submetidos a vexame para dar exemplo), perdemos a chance de viabilizar um partido de esquerda no país.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

 

DIREITA E ESQUERDA, VOLVER?

Essa polaridade de esquerda e direita, direita e esquerda, nasce como se sabe na Assembleia Francesa no contexto da Revolução de 1789. Era apenas resultante da colocação dos membros representantes do povo e da burguesia em relação à mesa diretora. Mas seus desdobramentos se avolumam até a atualidade. Durante algum tempo era ruim ser de esquerda e durante outro tempo era ruim ser de direita.

Por acaso a esquerda está ligada a canhoto e canhestro, mal negócio. E a grande maioria da população usa mais a mão direita e o mundo da tecnologia produzia equipamentos e instrumentos que funcionavam melhor com a mão direita. Um instrumento, como a tesoura para uso da mão esquerda requeria encomenda.

No futebol o canhoto é valorizado justamente porque é mais difícil encontrar. Mas fica por aí a diferença, apenas a perna que o jogador usa com mais propriedade.

Na política os dois conceitos ganham sentidos por vezes antagônicos que varrem toda a sociedade. Aqui no Brasil até pouco tempo ser de direita era palavrão. Chegou Bolsonaro soprando o vento dos novos líderes mundiais recém eleitos na onda dos robôs da publicidade dirigida. Essas eleições foram certamente ilegais, mas não havia condições políticas para confrontá-las. O BREXIT foi a demonstração mais chocante, no dia seguinte os ingleses se perguntavam -- o que foi que eu fiz?

Na estratégia global o movimento vinha crescendo, e a quebra do Trump foi decisiva para botar um freio e torná-lo talvez um partido.  O Boris era um líder de peso e o BREXIT foi conseguido com ajuda do Trump. Depois da infecção do Boris ele se tornou mais moderado caminhando no sentido partidário.

Sem Trump o movimento não terá o mesmo fôlego e dependendo do que façam Biden e a Comunidade Europeia poderemos superar essa ameaça impensável anos atrás. Mas não podemos perder a consciência de que a democracia que praticamos não deu conta dos novos tempos e vai precisar se reciclar substancialmente.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

 

A derrota de Trump salvou (por enquanto) a civilização ocidental. Como assim?

Trump era o líder inconteste de uma nova corrente política que aproveitou a novidade então desconhecida da publicidade direcionada a perfis específicos, graças à informática com a internet e os robôs. Foi o primeiro político eleito com essa nova arma. Obama havia iniciado o processo, mas sem todos os recursos que vieram depois. Veio então o grande teste com o BREXIT, e o resultado sabemos. No dia seguinte a população inglesa amanheceu derrotada e estarrecida. Alguns poucos países europeus foram ajudados e pela importância do Brasil a aplicação por aqui teve requintes que aperfeiçoaram o modelo. Um governo radical de direita capaz de fazer crer nas massas qualquer ideia por mais absurda como a Terra plana e outras barbaridades. Por isso era fundamental e considerada certa a vitória de Trump e sua revolta com a derrota porque não podia acontecer se consideramos o programa técnico desenhado. Trump tem razão, era impossível perder. E com Trump e seus seguidores estava montado o desmanche das conquistas civilizatórias iniciadas no pós-guerra e obviamente ainda não completadas, mas acumulando um significativo conjunto de benefícios e ganhos sociais e culturais, que ultimamente têm sido atacados, basicamente nos direitos humanos e na proteção ambiental. A noção conceitual de direita e esquerda é operacional, mas neste momento se mostra claríssima. Quem defende a exclusão social, a educação conservadora, a economia liberal e condena as entidades internacionais que buscam resolver os problemas entre as nações com a negociação, o diálogo e a cooperação está na direita. A esquerda, ao contrário, condena a violência simbólica, busca a cooperação entre as nações, a solidariedade social, uma economia mais igualitária priorizando o emprego, a educação transformadora e a saúde comunitária. E instituições autônomas para zelar pelo cumprimento dos direitos constitucionais.

O mundo que conhecemos se reúne num grupo muito especial de grandes personalidades para estudar o movimento dos grandes blocos civilizatórios. Uma dessas últimas reuniões foi aqui no Rio de Janeiro. O Bloco representado basicamente pela Comunidade Europeia desenvolve os valores herdados da Independência Americana e da Revolução Francesa, com os princípios que conhecemos de liberdade, igualdade e fraternidade. Um sistema político representativo e alternância no poder. A palavra de ordem desse grupo está na "Democracia e Direitos Humanos", com todas as adjetivações que sejam. A palavra de ordem do outro grupo é "Livre iniciativa, Respeito aos Direitos Individuais e à Propriedade Privada e Estado Mínimo".

 Os radicais, extremos dos dois lados, praticam distorções perigosas da realidade e da história.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Darwin Retomado?

 


Amigos e amigas de 60 anos pra cima.  Além do corona, temos outros inimigos que se mostram cada vez mais ostensivos. É um problema ideológico. Não me estranha, mas não deixa de me chocar o alinhamento dos discursos de Trump e Bolsonaro. A leitura para bom entendedor é simples. Não vale a pena sacrificar a vida e a economia do país por um problema que afinal só vai atingir mais duramente os idosos menos saudáveis. Isso tem um nome na história: eugenia, limpeza étnica, racial e geracional. Simples assim.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Pandemia e Pandemônio




Votei na saída do PT, defendo a alternância no poder, sou contra reeleição, desconfio de urna eletrônica. Não tenho filiação partidária, até hoje, com 83 anos, nunca tive um governo que pudesse chamar de meu. Fui Secretário Nacional do Trabalho no governo FHC mas isso não me obrigava à política do presidente e fiz o que pude para dar à minha Secretaria uma função de Estado não de governo. Colaborei com Dona Ruth na política social e fiz abertura com Centrais Sindicais sem olhar a cor partidária, trabalhei muito próximo da CUT sem que fosse censurado. Minha posição profissional sempre foi de independência. Se hoje critico mais uma vez o governo de ocasião é porque mais uma vez não me espelho no que observo. Esperava um governo que trabalhasse para unir os brasileiros num programa de desenvolvimento com promoção da redução da desigualdade de renda, promovesse o emprego e a pequena empresa. Que tivesse um programa revolucionário para a educação, a saúde e a cultura, num país de extrema riqueza ambiental e significativa diversidade cultural.
Diante da pandemia que agora enfrentamos, esperava que o governo estaria lutando em todas as fronteiras para promover a solidariedade, a proteção dos pobres e informais e necessariamente o sistema de saúde estaria em melhores condições para dar as respostas certas, com leitos, equipamentos e recursos humanos apropriados.
Tudo isso passa longe do governo atual. Não vejo nem mesmo sensibilidade humana,  muito menos eficiência e esforço. O ministro da saúde ainda não pisou no solo, continua falando de regras

Estamos vivendo um pandemônio e não apenas uma pandemia. O presidente pratica diariamente a desobediência civil contra si mesmo e seu governo. E as instituições políticas que nos pareciam robustas se mostram esgarçadas, estressadas e fragilizadas pelos métodos bolsonarianos de conflito e pela pandemia pandemonizada. Os ministros escolhidos pelo governo, pressupostos técnicos, com raras exceções, são pessoas inexpressivas politicamente, bizarras e capazes de afirmar absurdos contra a ciência e o senso comum. E as promessas de campanha já não contam, o toma á dá cá já entrou em cena. Na verdade, pouca coisa restou da campanha que não houve. Uma facada absurda (onde estavam os seguranças?) e uma pandemia inesperada alimentam e explicam boa parte do que estamos vivendo (sic). Estamos isolados do mundo, com o Itamarati inexpressivo e equivocado nas escolhas, como mostra a falta de ajudas externas aos nossos problemas sanitários. Mesmo o “parceiro” norte-americano o que nos fez até agora foi bloquear uma suposta carga vinda da China. Mesmo países governados ostensivamente por governos de direita estão praticando o distanciamento social e sendo liderados por seus comandos políticos, ao contrário daqui. Com que estamos passando acho que nem Deus é brasileiro, como prega a cultura popular.
Com exceção das atividades essenciais, não há como explicar o liberou geral que o governo estimula através do presidente que diz atender a pressões de industriais, que ele ouve, enquanto não escuta o grito dos hospitais.   Até Guedes, um liberal à antiga, aceita isolamento social e aceita abrir pedaços do cofre ao lado social da vida, que o governo ignora.
Vivemos um pandemônio, mais que uma pandemia     
O governo atual fica cada vez mais parecido com o anterior, só que não existe ninguém parecido nem de longe com o capitão. Ele é imparável e faz escolhas internacionais já conhecidas como do circuito extremista de direita, com visão retrógrada do mundo e algumas interpretações absurdas mesmo à escola secundária. E utiliza os mesmos recursos promovido pelo Sr. Bannon com robots internéticos e recurso de manada, que só agora estão sendo investigados. E podem falar qualquer coisa que lhes ajude nos propósitos programáticos, sem compromisso com a verdade ou a lógica. Essa cartilha é aplicada por todos os personagens dessa obscura linha de política. Os países, já se sabe: Israel, Inglaterra; Itália, Hungria, Estados Unidos e Brasil, entre alguns poucos outros e em diferentes graus. Todos são contra coletividades, comunidades e organismos internacionais, sobretudo a Comunidade Econômica.
Sobre a questão econômica vale entender:  O setor financeiro está funcionando internamente no essencial, a parte menos importante é a visível; Algumas indústrias mais desenvolvidas estão dando a seus funcionários condições de segurança e estão funcionando; os restaurantes estão melhorando a capacidade de delívery, que já é um investimento para o futuro; As  atividades essenciais para segurança, alimentação e saúde estão em atividade com os cuidados disponíveis (que é verdade, são frágeis e inadequados). O setor moderno da economia está funcionando em home-office. O comércio regular é o mais sacrificado e o imenso setor informal. Para esses em todo o mundo os governos estão assegurando recursos mínimos e é para isso que existem os governos, não é nada extraordinário e os governos vão recuperar no tempo. No caso do Brasil a criminosa e inacreditável pobreza já é atendida (mal atendida) antes da pandemia, essa gente já vive numa pandemia normal de vida.
Então eu pergunto: se estão atendendo os mais necessitados, porque precisam colocá-los na rua antes da hora e de preparar os hospitais regulares e hospitais de campanha em condições para receber a população que vai precisar, pelas deficiências normais da vida e pela natureza vital do vírus.