quarta-feira, 16 de maio de 2018

Economia


ECONOMIA

A gente já desconfiava desses frigoríficos, eles se tornaram muito poderosos e afinal estamos no Brasil. Mas agora a gente tem certeza que pode estar comendo merda. Como não podem exportar essa droga, ela fica para o consumo interno. Mas é claro que vão culpar os pobres fiscais que, se destacando de seus coleguinhas corruptos, fizeram a denúncia. E não há nenhuma garantia que os demais frigoríficos estejam bem, apenas pode ser que não apareceram outros fiscais com coragem para fazer denúncias. O fato é que se perdeu o bem mais precioso, a confiança.


No Brasil, os especuladores financeiros fazem a festa. Eles entram à hora que querem, mordem onde querem, chupam nosso sangue na bolsa de valores e na taxa de juros, e quando querem sair do país pressionam a taxa de câmbio para ganhar também na recompra de dólares. Ganham assim duplamente. E nossas autoridades financeiras são cúmplices desse círculo vicioso.
Nos últimos anos venho criticando a política de juros altos e câmbio do Banco Central, que empurra o país para se concentrar na exportação de matérias primas, abdicando de tornar-se uma nação de primeiro mundo. É verdade, reconhecendo que por vezes o Banco teve de correr atrás para tapar buracos da política econômica. Pois agora é um dos pais do Plano Real, Pérsio Arida, (um dos outros pais, não reconhecido oficialmente, é o economista do BNDES meu primo Claudio Abreu) que afirma categoricamente que desconfia da eficácia dos juros altos no combate à inflação. Pois é, por conta desses sucessivos funcionários de bancos emprestados ao serviço público vamos exportando dinheiro para, como dizia o insuspeito – nessa matéria -- Delfin Neto, salvar o lucro dos capitalistas internacionais. Descoberta tardia, mas ainda assim inspiradora.
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No Brasil, os especuladores financeiros fazem a festa. Eles entram à hora que querem, mordem onde querem, chupam nosso sangue na bolsa de valores e na taxa de juros, e quando querem sair do país pressionam a taxa de câmbio para ganhar também na recompra de dólares. Ganham assim duplamente. E nossas autoridades financeiras são cúmplices desse círculo vicioso.

Eu não me detive ainda para entender a tal PEC que está sendo votada à força. Mas se vem do Meireles devemos ter todo o temor do mundo. Como sempre, no Brasil nada é o que parece à primeira vista, temos de examinar os gatilhos e as armações. o que está por trás. O princípio geral pode ser bom, limitar o gasto público, mas em quê? Não queremos simplesmente limitar em saúde e educação, mais que não gastar temos talvez é de redistribuir o gasto. Muita atenção nessa hora, o governo atual tem outros tipos de ruindades, ainda não é o nosso governo.


Gente, é duro assistir a uma estratégia econômica que perpetua o destino de país exportador de matérias primas e importador de produtos industrializados, a receita viciada e quase secular. Isso que dá colocar neoliberal para comandar a economia do país.
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